Ibovespa registra terceira queda consecutiva e dólar volta a subir com pressão externa

O Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.278 ponto; já o dólar comercial avançou 0,85%, fechando cotado a R$ 5,04
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O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (19) em clima de cautela, com forte aversão ao risco nos ativos locais e internacionais. O Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.278 pontos, acumulando a terceira baixa seguida e rompendo o patamar dos 175 mil pontos. Já o dólar comercial avançou 0,85%, fechando cotado a R$ 5,04.

O movimento foi influenciado principalmente pelo aumento das tensões geopolíticas no exterior, pela alta dos juros dos títulos do Tesouro americano e pelo ambiente de incerteza nos mercados globais.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, pressionando as bolsas de Nova York. Investidores seguem atentos aos riscos inflacionários e aos impactos que conflitos internacionais podem trazer para os preços da energia e para a economia global.

As preocupações aumentaram após novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã. O governo iraniano reagiu às ameaças americanas e afirmou que não aceitará pressões externas durante as negociações entre os países.

Além disso, o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin também aumentou a atenção dos investidores para os riscos geopolíticos envolvendo China, Rússia e Ocidente.

Apesar do cenário de tensão, o petróleo fechou o dia em leve queda no mercado internacional, enquanto o ouro avançou, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros.

No Brasil, investidores acompanharam mais uma audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no Senado. Durante o debate, Galípolo voltou a defender que a taxa Selic segue em nível restritivo, embora a economia brasileira continue mostrando resiliência e a inflação ainda permaneça pressionada.

O mercado também repercutiu a manutenção das projeções da ONU para a economia brasileira. Segundo o relatório divulgado pela entidade, a expectativa é de crescimento de 2,3% do PIB em 2027, sem mudanças em relação à estimativa anterior.

Destaque do Ibovespa

A sessão foi marcada por forte realização de lucros e poucas ações conseguiram fechar em alta no Ibovespa.

Entre os papéis de maior peso, a Vale recuou 0,99%, pressionada pela queda do minério de ferro no mercado internacional. Já a Petrobras caiu 0,75%, acompanhando o desempenho do petróleo.

Os grandes bancos também encerraram o pregão no vermelho. O Banco do Brasil perdeu 0,93%, enquanto Bradesco caiu 1,53%. O Itaú Unibanco recuou 2,12% e o Santander Brasil teve baixa de 0,37%.

A B3 registrou uma das maiores quedas do dia, com desvalorização de 4,96%, após mudanças no comando da companhia. O conselho de administração anunciou Christian Egan como novo diretor-presidente da empresa, substituindo Gilson Finkelsztain.

A Natura também permaneceu pressionada e encerrou o pregão praticamente estável, com leve queda de 0,10%. Analistas seguem cautelosos em relação ao desempenho da companhia.

Entre as poucas ações que subiram no índice, destaque para a Usiminas, com alta de 1,11%. Também avançaram PRIO, TIM Brasil e Smart Fit.

Agora, investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.

 


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