O Ibovespa encerrou a segunda sessão de junho com alta de 0,56%, nesta terça-feira (3), aos 137.546 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Já o dólar caiu 0,70%, cotado a R$ 5,635.
A recuperação foi sustentada por bancos como Bradesco, que subiu 1,70% após recomendação positiva de analistas. Já ações de peso como Vale e Petrobras recuaram, pressionadas por fatores específicos.
No front político-econômico, o mercado observou harmonia entre o presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em declarações separadas, ambos defenderam medidas estruturantes e criticaram as renúncias fiscais.
Lula afirmou ter “100% de confiança” em Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, após declarações dele sobre a política monetária e o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Porém, Lula voltou a pressionar por uma queda na taxa básica de juros, a Selic.
Por sua vez, Haddad declarou que as críticas ao IOF ajudaram a elevar o nível do debate, reiterando que não quer “penalizar os mais pobres”.
A divulgação da produção industrial de abril, com leve alta de 0,1% no mês e avanço por quatro meses consecutivos, reforçou a percepção de resiliência da economia.
Mercado externo
No cenário externo, o desempenho das bolsas em Nova York foi impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, como a Nvidia, em meio à expectativa de diálogo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping. Em outra frente, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) alertou para impactos maiores do que o previsto do tarifaço de Trump na economia global.
O Dow Jones subiu 0,51%, aos 42.519,64 pontos; o S&P 500, +0,58%, aos 5.970,38 pontos; e o Nasdaq, +0,81%, aos 19.398,96 pontos.