Índices futuros em alta após forte queda: o que está movendo os investidores nesta sexta (21)

No Brasil, mercado repercute a suspensão, por parte dos EUA, das tarifas extras de 40% que incidiam sobre uma série de produtos
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os índices futuros dos Estados Unidos iniciam esta sexta-feira (21) em terreno positivo, recuperando parte das perdas registradas na véspera. O avanço ocorre após um dia marcado por fortes preocupações com valuations esticadas e pelo ritmo acelerado dos investimentos em tecnologia — fatores que limitaram o entusiasmo gerado pela projeção otimista da Nvidia. A gigante de IA recuou 3,2% ontem, puxando para baixo todo o setor.

Além disso, o sentimento do mercado foi influenciado pela dúvida crescente sobre a capacidade do Federal Reserve de reduzir juros já em dezembro. O relatório do Departamento do Trabalho mostrou a criação de 119 mil vagas no setor privado em setembro, mais que o dobro das estimativas da Reuters, reforçando a percepção de um mercado de trabalho mais aquecido do que o previsto.

EUA

Os investidores acompanham a divulgação do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan referente a novembro. A leitura preliminar mostrou o indicador próximo das mínimas de três anos. Discursos de dirigentes do Fed também estão no radar e podem trazer pistas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Desempenho dos Futuros Americanos
Dow Jones Futuro: +0,35%
S&P 500 Futuro: +0,25%
Nasdaq Futuro: +0,11%

Ásia-Pacífico

As bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda, acompanhando a fraqueza vista nas ações de tecnologia nos EUA e o arrefecimento das apostas de corte de juros pelo Fed em dezembro. Outro fator que elevou a cautela foi a declaração da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, indicando que uma intervenção cambial pode estar próxima. A fala ocorre às vésperas de o governo anunciar um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões, movimento que pressionou tanto o iene quanto os títulos do governo japonês.

A divulgação de que a inflação subjacente no país acelerou para 3% em outubro — bem acima da meta de 2% — aumentou ainda mais a pressão sobre o Banco do Japão.

Fechamento das principais bolsas da região:

Shanghai SE (China): -2,45%
Nikkei (Japão): -2,40%
Hang Seng (Hong Kong): -2,38%
Nifty 50 (Índia): -0,21%
ASX 200 (Austrália): -1,59%

Europa

As principais bolsas europeias operam no negativo nesta manhã. Investidores aguardam indicadores importantes, como as vendas do varejo britânico, o PMI industrial da Alemanha e os dados de atividade do setor industrial do Reino Unido coletados pela S&P Global.

Desempenho dos índices europeus:

STOXX 600: -0,74%
DAX (Alemanha): -0,77%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,61%
CAC 40 (França): -0,50%
FTSE MIB (Itália): -0,81%

Petróleo

O petróleo opera em forte baixa pela terceira sessão consecutiva. O movimento ocorre em meio à pressão dos EUA por um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que poderia elevar a oferta global da commodity.

Petróleo WTI: -1,58%, a US$ 58,07
Petróleo Brent: -1,33%, a US$ 62,54

Agenda

A sexta-feira chega com uma agenda econômica movimentada nos Estados Unidos e uma notícia relevante no cenário internacional envolvendo as relações comerciais entre Brasil e EUA. Confira os destaques:

Indicadores Econômicos – Estados Unidos

Os investidores acompanham hoje uma série de dados preliminares referentes a novembro, que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica americana:

11h45 – PMI da Indústria de Transformação (preliminar)
11h45 – PMI do Setor de Serviços (preliminar)
11h45 – PMI Composto (preliminar)
12h00 – Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (final)

Esses indicadores costumam mexer com as expectativas sobre o crescimento econômico e a trajetória de juros do Federal Reserve, tornando-se pontos de atenção no mercado financeiro.

O governo americano anunciou a suspensão das tarifas extras de 40% que incidiam sobre uma série de produtos do Brasil. Entre os itens beneficiados estão café, carnes e outras commodities agrícolas, além de componentes aeronáuticos fabricados no país.

A medida foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump e divulgada no site da Casa Branca. A nova lista, que contempla mais de 200 produtos, passou a valer de forma retroativa desde 13 de novembro, data que coincidiu com o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

A retirada das tarifas representa um alívio para exportadores brasileiros e pode reforçar o fluxo comercial entre os dois países nas próximas semanas.

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.