Índices futuros começam a semana em baixa com resultados de big techs no radar

No Brasil, a agenda econômica nesta segunda-feira (28) prevê o índice de confiança da indústria de abril, Boletim Focus e transações correntes de março
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Os índices futuros dos Estados Unidos começam a segunda-feira (28) em trajetória negativa, depois de fecharem em alta na sexta-feira passada. Com um começo de mês de muita volatilidade, devido à guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump, os indicadores caminham para terminar o mês de abril em baixa.

Com a agenda de indicadores mais esvaziada, os agentes estão de olho nas divulgações de balanços corporativos. Quatro das chamadas Sete Magníficas — Microsoft, Apple, Meta Platforms e Amazon — devem divulgar seus resultados nesta semana.

A expectativa é que as empresas do setor de tecnologia, incluindo também Alphabet, controladora do Google, Tesla e Nvidia, tenham crescimento médio de lucros de 15% em 2025.

No Brasil, a agenda econômica nesta segunda-feira (28) inclui o índice de confiança da indústria referente ao mês de abril, o Boletim Focus do Banco Central e o número de transações correntes de março.

Na temporada de balanços brasileira, estão previstos os resultados da Gerdau, Iguatemi, Isa, Marcopolo e WEG.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (25) com leve alta de 0,12%, aos 134.739,28 pontos, um avanço de apenas 158,85 pontos. Porém, o principal indicador da Bolsa brasileira fecha a semana com ganho acumulado de 3,93%.

Assim, o IBOV tem os melhores quatro dias (a B3 ficou fechada na segunda-feira, 21, devido ao feriado de Tiradentes) desde o período de 30 de outubro a 3 de novembro, quando encerrou com avanço de 4,29%.

O dólar comercial, por sua vez, fechou o dia com leve queda de 0,08%, a R$ 5,687. Os DIs (juros futuros) quebraram a sequência recente e subiram por toda a curva.

Europa

As bolsas europeias operam em trajetória positiva, com os agentes se preparando para uma semana com vários balanços corporativos no radar.

STOXX 600: +0,52%
DAX (Alemanha): +0,49%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,41%
CAC 40 (França): +0,52%
FTSE MIB (Itália): +0,64%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA se movimentam em trajetória negativa, com os investidores também à espera de balanços corporativos importantes, incluindo quatro das chamadas Sete Magníficas, da área de tecnologia.

Dow Jones Futuro: -0,14%
S&P 500 Futuro: -0,28%
Nasdaq Futuro: -0,32%

Ásia

As bolsas asiáticas encerraram o dia mistas. A China apresentou mais promessas de apoio para empresas domésticas no fim de semana, garantindo que o país adotaria políticas macroeconômicas mais proativas para promover a realização da meta de crescimento esperada para o ano inteiro.

Shanghai SE (China), -0,20%
Nikkei (Japão): +0,387%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,04%
Kospi (Coreia do Sul): +0,10%
ASX 200 (Austrália): +0,36%

Petróleo

Os preços do petróleo caem durante a sessão, após registrarem uma leve alta no início das negociações de segunda-feira. Há ainda muitas incertezas geradas pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Petróleo WTI, -0,02%, a US$ 63 o barril
Petróleo Brent, -0,03%, a US$ 66,82 o barril

Agenda

No foco da agenda internacional estão resultados corporativos do primeiro trimestre.

Por aqui, no Brasil, investidores estrangeiros se desfizeram de cerca de US$ 63 bilhões em ações dos EUA desde março, segundo estimativas do Goldman Sachs. Os estrategistas do banco destacam que europeus lideraram as vendas, enquanto outras regiões mantiveram compras. Com uma participação recorde de 18% no mercado acionário americano em 2025, essa retirada representa risco relevante para as avaliações. Desde 1980, houve 10 episódios semelhantes, com vendas médias equivalentes a 0,6% do valor de mercado — cerca de US$ 300 bilhões hoje. Apesar disso, em 7 dessas ocasiões, o mercado se manteve em alta. O episódio atual foi considerado mais curto e menos intenso.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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