Os índices futuros dos Estados Unidos operam com leve baixa, nesta sexta-feira (7), com investidores cautelosos antes da divulgação da folha de pagamento não agrícola, o payroll. Este é o relatório de emprego mais importante dos EUA, sendo utilizado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), para balizar a política monetária.
O payroll deve indicar a criação de 175 mil novos postos de trabalho nos EUA, com a taxa de desemprego estável em 4,1%. Dados divulgados na quinta-feira (6) mostraram um aumento nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego, enquanto a produtividade do trabalho permaneceu robusta.
Os agentes do mercado financeiro norte-americano também aguardam os dados da confiança do consumidor de fevereiro e falas de dirigentes do Fed.
No Brasil, o destaque de hoje é a divulgação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de janeiro. O IGP-DI é um indicador utilizado para medir a variação dos preços de uma cesta de bens e serviços em três segmentos: atacado, construção e consumo. Também será divulgada a balança comercial de janeiro.
No âmbito corporativo, o Bradesco divulgou seus resultados financeiros nesta manhã, reportando lucro recorrente de R$ 5,4 bilhões no quarto trimestre de 2024, alta de 87,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2024, o banco lucrou R$ 19 bilhões, alta de 20%.
Brasil
O Ibovespa voltou a fechar no positivo, nesta quinta-feira (6), impulsionado pelos resultados de bancos e da Vale. O principal indicador da Bolsa brasileira subiu 0,55%, aos 126.224,74 pontos.
Entre os pesos-pesados do Ibovespa, a Petrobras (PETR4;PETR3) acompanhou o recuo do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) fechou com alta acompanhando os preços do minério de ferro, que subiram quase 2% na China.
Mas o que repercutiu mesmo no mercado financeiro foram os resultados dos bancões. Na quarta-feira (5), o espanhol Santander (SANB11) ajudou o Ibovespa a fechar no positivo, e ontem (6) foi a vez do Itaú Unibanco (ITUB4), que registrou lucro recorrente gerencial de R$ 10,9 bilhões no quarto trimestre de 2024, alta de 15,8% ante o mesmo período do ano passado, com aumento e rentabilidade e queda dos principais indicadores de inadimplência. O incremento dos ganhos das instituições financeiras coincidiu com o aumento mais vigoroso da taxa básica de juros, a Selic, a partir de outubro.
Já o dólar à vista encerrou as negociações cotada a R$ 5,7639, com queda de 0,52%.
Europa
As bolsas europeias operam mistas nesta manhã, após alta recorde na véspera em meio a uma enxurrada de divulgações de resultados corporativos e um corte de juros de um quarto de ponto pelo Banco da Inglaterra.
FTSE 100 (Reino Unido): -0,08%
DAX (Alemanha): +0,10%
CAC 40 (França): +0,09%
FTSE MIB (Itália): 0,00%
STOXX 600: +0,09%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA caminham em trajetória negativa hoje, com os investidores repercutindo a queda das ações da Amazon após o after-hours. A empresa divulgou seus resultados, com projeções de lucro para o trimestre abaixo das estimativas dos analistas. O déficit indica que a empresa continua aumentando os gastos para sustentar os serviços de Inteligência Artificial.
Dow Jones Futuro: -0,02%
S&P 500 Futuro: -0,03%
Nasdaq Futuro: -0,04%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, enquanto os investidores avaliavam o corte da taxa de juros da Índia e os dados de gastos das famílias japonesas.
O Banco Central da Índia cortou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 6,25%, pela primeira vez em quase cinco anos, aproveitando a queda da inflação para estimular a economia em desaceleração.
Shanghai SE (China), +1,01%
Nikkei (Japão): -0,72%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,16%
Kospi (Coreia do Sul): -0,72%
ASX 200 (Austrália): -0,11%
Petróleo
Os preços do petróleo operam com alta, mas caminham para terceira semana consecutiva de queda, prejudicados pela nova guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, com a China, e pelas ameaças de aumento de tarifas a outros países.
Petróleo WTI, +0,79%, a US$ 71,17 o barril
Petróleo Brent, +0,87%, a US$ 74,94 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, saem os dados do payroll, o mais importante dado do mercado de trabalho do país, e os da confiança do consumidor de fevereiro.
Por aqui, no Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na quinta-feira (6), durante sua primeira agenda pública aberta desde que assumiu o cargo, que não responderia a perguntas sobre política monetária para evitar qualquer impacto no mercado. A declaração foi feita durante a BIS Chapultepec Conference, na Cidade do México. Ele falou sobre a integração financeira como parte da agenda de inovação do Banco Central, destacando avanços como o Pix, Open Finance e Drex. No evento, ele também enfatizou o papel da tecnologia na inclusão financeira e na modernização dos meios de pagamento.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg