Índices futuros operam mistos com foco em juros nos EUA e trégua no Oriente Médio

Investidores digerem as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, no Senado na véspera
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Os índices futuros dos Estados Unidos operam mistos, nesta manhã de quarta-feira (25), com os agentes repercutindo a trégua, ao menos momentânea, entre Israel e Irã, e expectativa por cortes nos juros dos EUA.

Investidores digerem as falas do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, que reafirmou ao Senado na terça-feira (24) o compromisso com o controle da inflação, indicando manutenção da taxa básica até que haja maior clareza sobre o impacto das tarifas.

O mercado já precifica dois cortes nas taxas de juros até o fim de 2025, com chance crescente de início em setembro — embora apostas em julho também tenham aumentado.

No Brasil, os dados de transações correntes e fluxo cambial marcam o dia, enquanto agentes econômicos seguem digerindo a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, divulgada na véspera.

A autoridade monetária enfatizou a necessidade de manter a Selic em 15% por um “período bastante prolongado”, refletindo a preocupação com a inflação resistente, expectativas desancoradas e riscos fiscais.

Ainda por aqui, no cenário político, a Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta o projeto que susta o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) implementado por decreto do Executivo.

Brasil

Após quatro sessões em queda, o Ibovespa encerrou a terça-feira (24) com alta de 0,45%, aos 137.164 pontos, com ajuda de dois fatores: o fim do ciclo de alta da Selic e o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Israel, ainda que parcial. O dólar comercial voltou a subir, após a baixa de anteontem (23), mas o ganho foi curto, de 0,29%, a R$ 5,519

A ata do Copom confirmou o esperado: a Selic atingiu 15% ao ano e deve permanecer nesse patamar por um bom tempo, com possíveis cortes só em 2026. O Banco Central indicou que a inflação e a atividade econômica estão desacelerando, sugerindo que os efeitos da alta dos juros começaram a aparecer.

Europa

Os mercados europeus operam majoritariamente com alta, com atenção voltada à cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Haia (Holanda). Líderes da aliança discutem elevar os gastos com defesa para 5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em outra frente, a União Europeia ameaça retaliação comercial contra os EUA, caso o presidente dos EUA, Donald Trump, imponha tarifas ao bloco.

STOXX 600: +0,17%
DAX (Alemanha): -0,04%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,23%
CAC 40 (França): +0,17%
FTSE MIB (Itália): +0,30%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam sem direção única, com os agentes repercutindo os impactos do cessar-fogo momentâneo entre Israel e Irã, enquanto digerem as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, no Senado ontem.

Hoje, eles acompanham a divulgação dos dados sobre as vendas de imóveis novos. Na sexta-feira (27), será divulgado o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) de maio — indicador de inflação preferido pelo Fed para balizar a política monetária.

Dow Jones Futuro: -0,02%
S&P 500 Futuro: -0,01%
Nasdaq Futuro: +0,05%

Ásia

As bolsas asiáticas encerraram o pregão no campo positivo, impulsionadas pela expectativa de um cessar-fogo duradouro entre Israel e Irã.

Shanghai SE (China), +1,04%
Nikkei (Japão): +0,39%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,23%
Kospi (Coreia do Sul): +0,15%
ASX 200 (Austrália): +0,04%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem, enquanto os investidores avaliavam a estabilidade do cessar-fogo entre o Irã e Israel.

Petróleo WTI, +1,23%, a US$ 65,16 o barril
Petróleo Brent, +1,27%, a US$ 67,99 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de novas moradias de maio.

Por aqui, no Brasil, o governo federal pretende “congelar” as discussões sobre elevar as despesas públicas e neste momento nenhum gasto é bem-vindo, disse na terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à Record. “Aumento de gasto público é quando tem necessidade de fazer, em que se faz necessário. Estamos num momento que vamos congelar o debate sobre aumento de gastos, até encontrar o caminho da sustentabilidade dos gastos. Neste momento, nenhum aumento de gasto é bem-vindo, a não ser os imprescindíveis”, disse Haddad.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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