Os índices futuros de Nova York operam em trajetória positiva, nesta manhã de quarta-feira (7), com investidores à espera desta “Superquarta”, quando haverá decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Além disso, a notícia de uma possível negociação entre EUA e China também estão no radar.
O governo do presidente Donald Trump anunciou que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador comercial da gestão, Jamieson Greer, se reuniriam com representantes do governo chinês neste fim de semana na Suíça.
Do lado da China, o governo de Pequim prometeu que defenderá a “justiça” em suas negociações comerciais com os Estados Unidos, as primeiras desde que o presidente Trump desestabilizou os mercados globais ao impor tarifas a todos os países.
O destaque da agenda econômica de hoje traz as decisões no âmbito da política monetária dos EUA e do Brasil. No primeiro caso, a expectativa é de que o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) mantenha os juros na banda 4,25% e 4,50% ao ano. A decisão será anunciada às 15h, com posterior coletiva de imprensa do presidente da autoridade monetária local, Jerome Powell.
No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central pode promover novo aumento da taxa básica de juros, a Selic, entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. Atualmente a taxa está em 14,25% ao ano. A decisão será anunciada após o fechamento do mercado financeiro.
Além da decisão do Copom, a agenda econômica brasileira também traz as divulgações da produção industrial de março e a balança comercial de abril.
Brasil
No contrafluxo do exterior, o Ibovespa fechou a terça-feira (6) próximo da estabilidade, com leve alta de 0,02%, aos 133.515,82 pontos, um ganho de apenas 51,98 pontos, com os agentes se preparando para a “Superquarta”, quando serão anunciadas as decisões sobre os juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Por sua vez, o dólar comercial subiu 0,37%, a R$ 5,710, longe da máxima do dia. E os DIs (juros futuros) caíram por toda a curva.
O que ajudou o indicador a fechar próximo da estabilidade na terça, após o tombo da véspera, foi o desempenho de dois de seus pesos-pesados: a Vale (VALE3) fechou o dia com leve alta de 0,08%, enquanto Petrobras (PETR4) recuperou parte da baixa de ontem com valorização de 1,65%.
Europa
As bolsas europeias operam mistas nesta quarta-feira, com os investidores monitorando os resultados corporativos da região e aguardando o anúncio da decisão sobre os juros pelo banco central dos EUA.
STOXX 600: -0,22%
DAX (Alemanha): +0,17%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,30%
CAC 40 (França): -0,40%
FTSE MIB (Itália): +0,29%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York operam em trajetória positiva, movimento diferente da véspera, com os agentes à espera das decisões sobre os juros pelo Fed e repercutindo a notícia de que agora, oficialmente, China e EUA devem se sentar à mesa para negociar a guerra tarifária deflagrada por Donald Trump.
Dow Jones Futuro: +0,46%
S&P 500 Futuro: +0,48%
Nasdaq Futuro: +0,52%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente no campo positivo, depois que o banco central da China e os reguladores financeiros anunciaram planos abrangentes para cortar as principais taxas de juros, visando a sustentar o crescimento econômico da segunda maior economia do mundo.
Shanghai SE (China), +0,80%
Nikkei (Japão): -0,14%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,13%
Kospi (Coreia do Sul): +0,55%
ASX 200 (Austrália): +0,33%
Petróleo
Os preços do petróleo avançam devido a sinais de enfraquecimento da produção nos EUA e maior demanda na Europa e na China, à medida que compradores surgiram depois que os preços caíram para novas mínimas no início da semana.
Petróleo WTI, +1,86%, a US$ 60,19 o barril
Petróleo Brent, +1,64%, a US$ 63,17 o barril
Agenda
Nos EUA, o destaque é a decisão da política monetária pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).
Na Europa, será divulgado o PMI de serviços de abril da zona do euro.
Por aqui, no Brasil, o governo federal está avaliando a possibilidade de devolver recursos descontados indevidamente de aposentados e pensionistas do INSS, um esquema que pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que uma devolução direta pela folha de pagamento é a opção mais segura, mas pode enfrentar desafios técnicos e jurídicos. O governo também considera usar órgãos como os Correios e cartórios, além de canais digitais, para localizar as vítimas. A devolução é uma das prioridades após a fraude revelada pela operação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União).
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg