Índices futuros dos EUA avançam à espera de resultados da Nvidia

No Brasil, são aguardados dados de juros, dívida pública e resultado do Governo Central
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Os índices futuros de Estados Unidos avançam nesta quarta-feira (25), refletindo a repercussão do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estado da União e a expectativa pelos resultados da Nvidia, que serão divulgados após o fechamento dos mercados.

O balanço da fabricante de chips chega em um momento sensível para o setor de tecnologia, com investidores reavaliando valuations elevados e demonstrando maior cautela em relação aos investimentos robustos em inteligência artificial (IA) por provedores de hiperescala. O desempenho da companhia pode servir como termômetro para o apetite por risco no segmento.

No campo geopolítico, Trump afirmou que prefere uma solução diplomática para as tensões com o Irã, embora tenha cobrado garantias de que o país não desenvolverá armas nucleares. O discurso, o mais longo já feito em um Estado da União, também abordou inflação, tarifas e desempenho do mercado acionário, sem menções diretas à China, às vésperas de viagem a Pequim.

No Brasil, a agenda doméstica concentra indicadores fiscais, como os dados de juros, dívida pública e o resultado do Governo Central — cuja expectativa é de superávit de R$ 88,8 bilhões — além do fluxo cambial semanal.

A temporada de balanços segue com a divulgação dos números da WEG (WEGE3). Ao longo da semana, estão previstos ainda os resultados de B3 (B3SA3), Axia Energia (AXIA3) e Caixa Seguridade (CXSE3).

No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) julga decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento de verbas indenizatórias consideradas irregulares nos Três Poderes. Já na Europa, a Zona do Euro divulga o dado final de inflação de janeiro, enquanto, nos EUA, o mercado acompanha os estoques semanais de petróleo.

Brasil

O Ibovespa subiu 1,40% na terça-feira (24), aos 191.490,40 pontos, maior patamar da história, após tocar 191.780,77 pontos no intradia. O real se valorizou, com o dólar comercial recuando 0,26%, a R$ 5,155, enquanto os juros futuros cederam ao longo de toda a curva.

Esta terça-feira marca os quatro anos da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Ainda no âmbito geopolítico, o presidente Donald Trump voltou a impor tarifas globais após reveses judiciais, oscilando entre anúncios de 10% e 15%. No fim, prevaleceram os 10%, com promessa de “correções” futuras.

A redução do percentual foi lida como alívio imediato, embora a volatilidade do discurso mantenha a incerteza elevada.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, com os agentes aguardando dados corporativos de empresas como Iberdrola, E.ON, Diageo, Bayer, Ferrovial, Heidelberg Materials, Poste Italiane, Fresenius, Novonesis e Telefónica.Também são aguardados dados econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, a confiança do consumidor e os últimos números da inflação na zona do euro.

STOXX 600: +0,44%
DAX (Alemanha): +0,28%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,86%
CAC 40 (França): +0,39%
FTSE MIB (Itália): +0,89%

Estados Unidos

Os índices futuros seguem no campo positivo hoje, depois de os principais índices de Wall Street fecharem com alta na véspera, diante do arrefecimento das tensões entre EUA e Irã alimentada e pela diminuição das preocupações com a disrupção causada pela inteligência artificial em determinados setores.

Dow Jones Futuro: +0,06%
S&P 500 Futuro: +0,09%
Nasdaq Futuro: +0,15%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em alta, no fluxo de Wall Street. O destaque da região foi o índice Nikkei, do Japão, e o Kospi, da Coreia do Sul, que atingiram recordes históricos, após uma alta impulsionada pelo setor de tecnologia nos EUA.

Shanghai SE (China), +0,72%
Nikkei (Japão): +2,20%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,66%
Nifty 50 (Índia): +0,18%
ASX 200 (Austrália): +1,17%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem, enquanto os investidores avaliavam as chances de um acordo nuclear entre os EUA e o Irã antes das negociações desta quinta-feira (26).

Petróleo WTI, +0,30%, a US$ 6583 o barril
Petróleo Brent, +0,24%, a US$ 70,94 o barril

Agenda

Na zona do euro, é aguardado o dado de inflação final de janeiro, com previsão de queda de 0,5%.

Por aqui, no Brasil, um voto apresentado pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, pela recomendação de caducidade da concessão da Enel São Paulo gerou discussão na reunião do órgão regulador de terça-feira, com outros diretores se dizendo espantados com um aparente atropelo do processo que discute o tema. A Aneel debatia originalmente uma prorrogação de 60 dias para deliberar sobre a recomendação de caducidade da distribuidora paulista. O prazo adicional foi solicitado pelo diretor Gentil Nogueira, para proporcionar tempo adequado para que a Enel São Paulo se defenda após o último apagão de grandes proporções em dezembro.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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