Índices futuros iniciam a semana em alta com dados do trabalho dos EUA no radar

Investidores buscam sinais sobre a economia dos EUA em balanços corporativos e dados privados
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Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (3), apoiados por resultados positivos do setor de tecnologia e pela redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A melhora no sentimento global ocorre em meio ao impasse fiscal que mantém o governo americano parcialmente paralisado há 34 dias.

Com a divulgação suspensa de dados-chave como o payroll e o CPI, investidores concentram-se nos números privados de emprego da ADP e nos índices PMI e ISM da indústria, em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central estadunidense. O presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, indicou na semana passada que o recente corte de juros pode ter sido o último do ano, o que reforça a cautela nos mercados.

No Brasil, as atenções se voltam ao Boletim Focus, divulgado às 8h25, que trará novas projeções de inflação, PIB (Produto Interno Bruto) e juros após dados positivos do mercado de trabalho. Em setembro, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontou criação de 213 mil vagas formais, enquanto a taxa de desemprego recuou para 5,6%, menor nível desde 2012.

A agenda doméstica ainda inclui o IPC-S e o Índice de Confiança Empresarial da FGV (Fundação Getulio Vargas), ambos às 8h, e a nova leva de balanços do terceiro trimestre, com resultados de BB Seguridade, Pague Menos, Tegma e TIM.

No exterior, os investidores também acompanham a decisão da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados), que aumentará a produção em 137 mil barris por dia em dezembro e suspenderá novos ajustes até março de 2026.

Brasil

Ibovespa atingiu um novo recorde de fechamento na sexta-feira (31), ao ultrapassar os 149 mil pontos pela primeira vez na história, encerrando o pregão em 149.540 pontos, com alta de 0,51%. O mês de outubro registrou um avanço de 2,26%, impulsionado pelo apetite ao risco devido à trégua comercial entre China e Estados Unidos.

Já a temporada de balanços corporativos, como o da Vale, impulsionou o índice no final do mês. Na semana passada, o Ibovespa teve alta de 2,30%. No mercado cambial, o dólar manteve-se estável, cotado a R$ 5,37.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, um pouco acima da expectativa do mercado (5,5%).

Europa

Os mercados europeus iniciam a semana em alta, impulsionados pela expectativa de decisões sobre juros e por uma agenda intensa de balanços corporativos. A Ryanair abriu a temporada com lucro semestral de 2,54 bilhões de euros, alta de 42% ante o ano anterior. Ferrari e Aramco divulgam resultados na terça, seguidas por BMW e Vestas na quarta. A semana encerra com números de gigantes como AstraZeneca, Maersk e Richemont.

STOXX 600: +0,19%
DAX (Alemanha): +0,52%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,14%
CAC 40 (França): -0,03%
FTSE MIB (Itália): +0,51%

Estados Unidos

Com o governo estadunidense parcialmente paralisado, os agentes se voltam à temporada de balanços corporativos, com mais de 100 empresas divulgando seus resultados esta semana, incluindo Palantir, Super Micro e AMD.

Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,13%
Nasdaq Futuro: +0,23%

Ásia

As bolsas da Ásia-Pacífico operam em trajetória positiva, após os dados do PMI da China ficarem abaixo das expectativas. A atividade industrial da China desacelerou para 50,6, resultado inferior aos 51,2 registrados em setembro.

Shanghai SE (China), +0,55%
Nikkei (Japão): +2,12%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,97%
Nifty 50 (Índia): +0,03%
ASX 200 (Austrália): +0,15%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem depois que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) adiou os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano, aliviando os crescentes temores de um excesso de oferta.

Petróleo WTI, +0,33%, a US$ 61,18 o barril
Petróleo Brent, +0,31%, a US$ 64,97 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da S&P Global: Índice PMI da indústria de transformação de outubro e o índice ISM da indústria de transformação, também de outubro. Também são aguardados discursos de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, os Estados Unidos não enviarão autoridades de alto nível para a cúpula climática COP30 (Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas) no Brasil, informou a Casa Branca à Reuters. A decisão reduz temores de que Washington tente interferir nas negociações da ONU sobre o clima, que ocorrerão em Belém. Segundo o governo americano, o presidente Donald Trump já deixou claro seu posicionamento ao chamar a mudança climática de “o maior golpe do mundo”.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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