Os mercados globais operam em tom positivo nesta quinta-feira (16), impulsionados pelo desempenho recente de Wall Street e pela melhora no ambiente geopolítico. Os índices futuros dos Estados Unidos avançam após uma sessão marcada por recordes, com o S&P 500 ultrapassando pela primeira vez os 7.000 pontos.
Na véspera, o índice subiu 0,8%, enquanto o Nasdaq avançou 1,6%, acumulando 11 altas consecutivas. O Dow Jones, por outro lado, recuou 0,2%. O movimento foi sustentado pelo otimismo em torno de uma possível extensão do cessar-fogo no Oriente Médio, após declarações do presidente Donald Trump indicando proximidade no fim do conflito com o Irã.
No Brasil, a agenda econômica destaca a divulgação do IBC-Br de fevereiro, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), com expectativa de alta de 0,47%. No campo corporativo, investidores acompanham a assembleia da Petrobras e os dados operacionais da Vale no primeiro trimestre.
Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego devem se manter estáveis, enquanto a produção industrial de março é projetada com leve alta de 0,1%. A temporada de balanços ganha força, com resultados de empresas como Netflix, PepsiCo e Charles Schwab no radar.
Na Europa, a inflação final de março na Zona do Euro e a ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) também entram no foco. Já na China, o PIB do primeiro trimestre cresceu 5%, acima das expectativas e em aceleração frente ao trimestre anterior, reforçando sinais de recuperação da segunda maior economia do mundo.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (15) em queda de 0,46%, aos 197.737 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas. O movimento refletiu a combinação de incertezas externas e dados domésticos mais pressionados, afastando o índice da marca histórica de 15 pregões seguidos de valorização, registrada entre outubro e novembro de 2025.
No câmbio, o dólar comercial teve leve recuo de 0,03%, a R$ 4,99, após oscilações ao longo do dia. Já os juros futuros encerraram sem direção única, mantendo o padrão recente de volatilidade.
O cenário internacional segue como principal vetor de cautela. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos, além dos conflitos paralelos no Oriente Médio, continuam adicionando incerteza aos mercados, especialmente diante de informações desencontradas.
Europa
As bolsas europeias sobem com o aumento do PIB do Reino Unido, que superou as expectativas com um crescimento de 0,5% em fevereiro, em comparação com as previsões de apenas 0,1%.
STOXX 600: +0,18%
DAX (Alemanha): +0,05%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,20%
CAC 40 (França): +0,38%
FTSE MIB (Itália): +0,21%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York avançam na expectativa da temporada dos balanços de Netflix, PepsiCo e Charles Schwab, previstos para esta quinta-feira.
Dow Jones Futuro: +0,04%
S&P 500 Futuro: +0,08%
Nasdaq Futuro: +0,24%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com destaque para o Nikkei 225, do Japão, que atingiu um recorde histórico de fechamento, acompanhando o desempenho de Wall Street.
Shanghai SE (China), +0,70%
Nikkei (Japão): +2,38%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,72%
Nifty 50 (Índia): -0,40%
ASX 200 (Austrália): -0,26%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em alta, após uma queda acentuada na sessão anterior, diante de sinais de que os EUA e o Irã podem estender o cessar-fogo e retomar as negociações para pôr fim à guerra.
Petróleo WTI, +1,19%, a US$ 92,38 o barril
Petróleo Brent, +1,17%, a US$ 89,16 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados da produção industrial de março. Na zona do euro, será divulgada a inflação (final) de março e a ata da última reunião do Banco Central Europeu.
Por aqui, no Brasil, o projeto de lei enviado pelo governo que termina com a escala de trabalho 6×1 deve ser apreciado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. “O projeto de lei com regime de urgência garante 45 dias no máximo de tramitação na Câmara, 45 dias de tramitação no Senado. Nós estamos falando de três meses para que isso possa ser aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula”, disse.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg