Os mercados globais operam no campo negativo nesta quinta-feira (12), após nova disparada dos preços do petróleo. A commodity avançou após um ataque a petroleiros em águas iraquianas, elevando preocupações sobre o fornecimento global em meio às tensões no Oriente Médio.
Mesmo com o anúncio de medidas para conter os preços, o barril do Brent chegou a ultrapassar brevemente a marca de US$ 100. A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que pretende liberar 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos — a maior ação desse tipo já coordenada pela organização —, embora ainda não haja cronograma para a chegada desse volume ao mercado.
Nos Estados Unidos, o governo também anunciou a liberação de 172 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo. A medida, segundo o secretário de Energia, Chris Wright, busca aliviar os custos de energia em meio à instabilidade no mercado global devido à escalada do conflito no Oriente Médio.
No Brasil, a agenda econômica desta quinta-feira é marcada pela divulgação do IPCA de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do mercado é de alta de 0,6% no mês e de 3,77% no acumulado em 12 meses.
Já nos Estados Unidos, investidores acompanham o relatório semanal de pedidos de auxílio-desemprego, com projeção de estabilidade em torno de 215 mil solicitações. Também será divulgado o relatório Flow of Funds do Federal Reserve, com dados sobre os fluxos financeiros na economia americana.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (11) em leve alta, sustentado principalmente pelo desempenho das ações de grandes empresas, apesar do ambiente de cautela nos mercados globais diante da escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,28%, aos 183.969 pontos.
No câmbio, o dólar à vista teve variação discreta e terminou o dia praticamente estável, com alta de 0,03%, cotado a R$ 5,1593.
O foco dos investidores permaneceu concentrado no cenário internacional, enquanto, no plano doméstico, dados econômicos e o noticiário político ficaram em segundo plano.
Europa
As bolsas europeias operam no vermelho, reagindo à alta dos preços do petróleo.
STOXX 600: -0,48%
DAX (Alemanha): -0,38%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,51%
CAC 40 (França): -0,59%
FTSE MIB (Itália): -0,22%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York caem hoje, com os investidores repercutindo a disparada nos preços dos petróleo. Nesta quinta-feira, também acompanham dados econômicos locais, enquanto aguardam, para esta sexta-feira (13), a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), o favorito do Federal Reserve, o banco central estadunidense, para balizar a política monetária.
Dow Jones Futuro: -0,57%
S&P 500 Futuro: -0,45%
Nasdaq Futuro: -0,44%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam com baixa, acompanhando as oscilações nos preços do petróleo.
Shanghai SE (China), -0,10%
Nikkei (Japão): -1,04%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,70%
Nifty 50 (Índia): -0,40%
ASX 200 (Austrália): -1,31%
Petróleo
O preço do barril do petróleo Brent voltou a ultrapassar brevemente o patamar US$ 100, mesmo com a liberação recorde de reservas da commodity pela Agência Internacional de Energia. A escalada de tensões no Oriente Médio segue provocando preocupações em relação ao abastecimento.
Petróleo WTI, +5,52%, a US$ 92,07 o barril
Petróleo Brent, +6,33%, a US$ 97,79 o barril
Agenda
Os EUA divulgam hoje dados do início de construções de janeiro, da balança comercial de janeiro, além de dados semanais do auxílio-desemprego e de exportações de grãos.
Por aqui, no Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou na noite de terça-feira (10) que Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, na quarta-feira da semana que vem (18). A defesa de Bolsonaro havia pedido permissão ao ministro mais cedo. “O visitante [Beattie] cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação [quartas-feiras e sábados]”, dizia a solicitação do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg