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Os mercados globais operam no campo positivo, nesta quarta-feira (2), refletindo o alívio após a aprovação apertada, no Senado, do projeto de lei tributário e orçamentário do presidente Donald Trump. A proposta agora segue para a Câmara, e os desdobramentos devem continuar influenciando o humor dos mercados.

O foco do dia, porém, está nos indicadores econômicos. Às 9h15 (horário de Brasília), será divulgado o relatório ADP, que antecipa os dados de emprego no setor privado dos EUA em junho. O resultado servirá como termômetro para o payroll oficial, previsto para esta quinta-feira (3), devido ao feriado da Independência dos EUA na sexta-feira (4). Os dados podem mexer com as apostas sobre cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) ainda neste ano.

Outro dado relevante virá às 11h30, com os estoques semanais de petróleo dos EUA, divulgados pela Administração de Informação de Energia (AIE), que costumam impactar diretamente os preços do barril e o desempenho de ações do setor de energia.

No Brasil, o destaque fica por conta da produção industrial de maio, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) às 9h. Às 14h30, o Banco Central apresenta o fluxo cambial semanal, que monitora a entrada e saída de dólares do país — outro dado sensível para os investidores, especialmente diante da recente volatilidade do câmbio.

Brasil

O segundo semestre de 2025 começou como terminou o primeiro: com o Ibovespa em alta. Na segunda-feira (1º), o principal índice da B3 avançou 0,50%, aos 139.549 pontos, sustentado pelas ações da Vale (+1,35%) e da Petrobras (+0,35%).

Apesar do otimismo da Bolsa, o dólar comercial subiu 0,51%, a R$ 5,46, após três quedas consecutivas, refletindo o aumento das tensões políticas em Brasília e a crise fiscal nos Estados Unidos. Na véspera, a moeda fechou no menor patamar desde setembro, cotada a R$ 5,4335.

A grande notícia da véspera foi que o governo federal acionou oficialmente o STF (Supremo Tribunal Federal) para contestar a decisão do Congresso que derrubou o decreto de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Europa

As bolsas europeias operam em trajetória positiva hoje, com os investidores acompanhando de perto os desdobramentos do Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, Portugal. A presidente da instituição, Christine Lagarde, discursa hoje para autoridades e formuladores de políticas monetárias.

STOXX 600: +0,29%
DAX (Alemanha): +0,38%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): +0,66%
FTSE MIB (Itália): +0,38%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam hoje, com os investidores monitorando de perto as tensões comerciais depois que o presidente Donald Trump afirmou que não adiará o prazo de 9 de julho para impor taxas mais altas aos parceiros comerciais.

Dow Jones Futuro: +0,12%
S&P 500 Futuro: +0,15%
Nasdaq Futuro: +0,18%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam mistas, em linha com Wall Street, onde os indicadores também fecharam de forma mista depois que o governo dos EUA, liderado por Donald Trump, conseguiu uma vitória apertada no Senado para aprovar um novo pacote trilionário, com o voto decisivo do vice-presidente JD Vance. O pacote enfrenta críticas e amplia preocupações com a crise fiscal americana..

Shanghai SE (China), -0,09%
Nikkei (Japão): -0,56%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,62%
Kospi (Coreia do Sul): -0,47%
ASX 200 (Austrália): +0,66%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta nesta quarta-feira (2), com investidores à espera da reunião dos principais produtores, marcada para esta semana. O encontro deve definir os níveis de produção para agosto, em meio a sinais mistos sobre a demanda global e os estoques.

Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 65,66 o barril
Petróleo Brent, +0,33%, a US$ 67,33 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados de emprego privado (ADP) de junho.

Por aqui, no Brasil, a inadimplência do produtor rural pessoa física no Brasil subiu para 7,9% no primeiro trimestre, alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. O dado considera dívidas vencidas há mais de 180 dias ligadas ao agronegócio, segundo a Serasa Experian. Houve também aumento frente ao último trimestre de 2024. Para Marcelo Pimenta, da Serasa, o avanço era esperado e demonstra a resiliência do setor diante de custos elevados e queda de receita. Apesar das dificuldades, a maioria dos produtores segue honrando seus compromissos.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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