Os mercados globais operam em alta no pré-mercado desta segunda-feira (9), com investidores se posicionando para uma semana carregada de indicadores econômicos e divulgação de balanços corporativos. O movimento ocorre após um período de forte volatilidade, encerrado com o Dow Jones registrando fechamento recorde acima dos 50 mil pontos.
Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para o payroll de janeiro, previsto para a quarta-feira (11), após adiamento causado por uma paralisação parcial do governo estadunidense. A expectativa ganhou relevância depois de a pesquisa da ADP indicar criação de apenas 22 mil vagas no setor privado, bem abaixo do esperado. Analistas consultados pela Dow Jones projetam agora a abertura de cerca de 55 mil postos de trabalho. Já os dados de inflação ao consumidor (CPI) de janeiro serão divulgados na sexta-feira (13).
No Brasil, a agenda doméstica traz a divulgação de indicadores de inflação, do Boletim Focus e discursos de autoridades. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento da ABBC pela manhã, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agenda participação em cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.
Ao longo do dia, dirigentes do Federal Reserve também discursam, incluindo Christopher Waller, Stephen Miran e Raphael Bostic. No campo corporativo, a temporada de balanços segue em destaque, com resultados do BTG Pactual e da BB Seguridade nesta segunda-feira e do Banco do Brasil na quarta-feira.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (6) em alta de 0,45%, aos 182.949 pontos, depois de um pregão marcado por forte volatilidade e troca constante de sinal. O índice ganhou força no fim da sessão e fechou com avanço de 822 pontos.
No acumulado da semana, a valorização do IBOV foi de 0,87%, a quinta consecutiva no campo positivo, impulsionada sobretudo pelo forte ingresso de capital estrangeiro, movimento que começa a gerar cautela entre investidores.
No mercado de câmbio, o real teve bom desempenho, com o dólar comercial recuando 0,64%, para R$ 5,22. Já os juros futuros seguiram o padrão da semana, sem tendência clara.
Europa
As bolsas europeias operam em alta, com investidores se preparando para uma nova leva de resultados corporativos na região.
STOXX 600: +0,47%
DAX (Alemanha): +0,78%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,34%
CAC 40 (França): +0,31%
FTSE MIB (Itália): +1,26%
Estados Unidos
Os índices futuros operam no campo positivo, após as ações dispararem na sexta-feira passada com a recuperação das empresas de tecnologia. O bitcoin também se recuperou após forte desvalorização de mais de 50% em relação ao seu pico em outubro do ano passado.
Dow Jones Futuro: +0,18%
S&P 500 Futuro: +0,10%
Nasdaq Futuro: +0,09%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam no campo positivo, com destaque para as ações japonesas, que reagiram à vitória histórica da primeira-ministra, Sanae Takaichi, nas eleições. O Partido Liberal Democrático, no poder, conquistou uma supermaioria de dois terços na câmara baixa, que possui 465 cadeiras, informou a emissora pública NHK.
Shanghai SE (China), +1,41%
Nikkei (Japão): +3,89%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,76%
Nifty 50 (Índia): +0,59%
ASX 200 (Austrália): +1,85%
Petróleo
Os preços do petróleo recuam com a diminuição das tensões no Oriente Médio, reduzindo a probabilidade de interrupções no fornecimento em curto prazo.
Petróleo WTI, -0,80%, a US$ 63,04 o barril
Petróleo Brent, -0,54%, a US$ 67,51 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada nesta segunda-feira.
Por aqui, no Brasil, o Ministério da Fazenda identificou brechas em tipos específicos de contas bancárias que permitem que investigados por ações criminosas e sonegação ocultem patrimônio, escapando de bloqueios judiciais que eventualmente poderiam ressarcir os cofres públicos e outros prejudicados. A pasta repassou na semana passada informações ao Banco Central, pediu aperto em normas e justificou que o problema não foi sanado após aprimoramentos de regras feitos pela autarquia nos últimos meses em meio a operações policiais que miraram o crime organizado e atingiram fintechs.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg