Mercados globais operam mistos com trégua no Oriente Médio e impulso de chips

Cessar-fogo entre Israel e Líbano e resultados fortes de semicondutores sustentam o humor
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Os mercados globais iniciam a sexta-feira (24) sem direção única, com índices futuros dos Estados Unidos mistos após sinalizações geopolíticas e corporativas relevantes. O presidente Donald Trump afirmou que Israel e Líbano concordaram em estender o cessar-fogo por três semanas, ampliando a janela para negociações diplomáticas.

A trégua, inicialmente prevista para durar 10 dias, deve reduzir temporariamente tensões na região. Os Estados Unidos também indicaram apoio ao fortalecimento das defesas libanesas contra o Hezbollah.

No setor de tecnologia, ações de semicondutores lideram ganhos. A TSMC avançou 5% em Taipei após flexibilização regulatória para fundos, enquanto a Intel saltou cerca de 20% no after market, apoiada por projeções de vendas acima do esperado.

Na agenda econômica, investidores monitoram no Brasil os dados de inflação ao consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e a divulgação do setor externo pelo Banco Central. A expectativa do Bradesco é de déficit em transações correntes de US$ 7,3 bilhões em março, com superávit comercial parcialmente compensando saídas em serviços e rendas.

Nos Estados Unidos, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan deve oferecer pistas sobre o ritmo do consumo. Já no México, o IGAE de fevereiro é aguardado com expectativa de recuperação parcial, embora projeções ainda indiquem fraqueza da atividade e possível contração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre.

No noticiário corporativo doméstico, o destaque fica para a divulgação dos resultados da Usiminas (USIM5).

Brasil

O Ibovespa voltou a fechar em queda na quinta-feira (23), pressionado pelo aumento da aversão ao risco global diante das incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,78%, aos 191.378,43 pontos, após tentar recuperação ao longo do pregão.

No câmbio, o dólar avançou 0,60%, encerrando cotado a R$ 5,0036, refletindo a busca por proteção em meio ao cenário externo mais incerto.

A escalada das tensões no Oriente Médio sustentou a alta do petróleo pela quarta sessão consecutiva. O contrato do tipo WTI subiu 3,11%, enquanto o Brent avançou 3,1%, em meio a preocupações com possíveis interrupções na oferta, especialmente após relatos de movimentações militares no Irã e riscos à infraestrutura energética da região.

Europa

As bolsas europeias operam no vermelho, enquanto os agentes aguardam dados corporativos da Eni, Orange, Volvo e Renault, além de dados econômicos, como as vendas no varejo do Reino Unido, os índices de confiança do consumidor francês e uma atualização do Índice de Clima Empresarial Ifo da Alemanha.

STOXX 600: -0,63%
DAX (Alemanha): -0,03%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,57%
CAC 40 (França): -0,87%
FTSE MIB (Itália): -0,70%

Estados Unidos

Por lá, os agentes também aguardam dados de empresas como a Procter & Gamble, Norfolk Southern, Charter Communications e SLB. No ambiente macro, acompanharão o Índice de Sentimento da Universidade de Michigan.

Dow Jones Futuro: -0,17%
S&P 500 Futuro: +0,20%
Nasdaq Futuro: +0,79%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção definida, acompanhando Wall Street na véspera e repercutindo a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano.

Shanghai SE (China), -0,33%
Nikkei (Japão): +0,97%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,24%
Nifty 50 (Índia): -1,32%
ASX 200 (Austrália): -0,08%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta diante do impasse nas negociações entre os EUA e o Irã, que ameaça atrasar ainda mais o fluxo proveniente do Golfo Pérsico.

Petróleo WTI, +1,46%, a US$ 97,25 o barril
Petróleo Brent, +1,68%, a US$ 106,83 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados dados corporativos e o Índice de Sentimento da Universidade de Michigan.

Por aqui, no Brasil, pesquisadores brasileiros do Instituto Tecnológico Mauá iniciarão testes para investigar a viabilidade de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio, disse Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, na quinta-feira. O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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