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Os mercados globais apresentam desempenho cauteloso nesta quinta-feira (5), com os índices futuros de Nova York operando de forma mista, em meio à repercussão dos resultados da Alphabet e à expectativa pelo balanço da Amazon.

Apesar de números operacionais sólidos, a controladora do Google surpreendeu ao anunciar investimentos de capital entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em 2025, acima das estimativas de Wall Street, o que afetou o sentimento do setor de tecnologia.

As ações da Alphabet chegaram a recuar mais de 6% no after market, mas reduziram as perdas posteriormente. O anúncio impulsionou papéis ligados à infraestrutura de inteligência artificial, como a Nvidia, enquanto fornecedores asiáticos do setor registraram quedas relevantes.

No radar do dia, investidores acompanham dados do mercado de trabalho nos EUA, decisões de juros na Europa e balanços corporativos, além de indicadores econômicos no Brasil.

Brasil

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (4) em queda de 2,14%, aos 181.708,23 pontos, acumulando uma perda de 3.966,20 pontos — o maior recuo desde 16 de dezembro, quando a baixa havia sido de 2,42%. Por outro lado, o dólar terminou o dia estável em R$ 5,25, enquanto os juros futuros (DIs) fecharam de forma mista, oferecendo um breve respiro em meio à turbulência.

Segundo analistas, a queda na bolsa foi resultado de uma combinação de fatores, entre eles o movimento de realização de lucros, desencadeado após a divulgação dos resultados do Santander. Os dados do banco espanhol acabaram puxando uma correção em todo o setor financeiro e se espalharam para outros segmentos da Bolsa brasileira.

Europa

As bolsas europeias operam mistas, com os agentes à espera das decisões sobre os juros do Banco de Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE). Espera-se que ambos mantenham as suas taxas inalteradas.

No âmbito corporativo, os agentes também aguardam os resultados corporativos de empresas como BBVA, BNP Paribas, Vinci, BMW, Siemens Healthineers, Anglo-Americano, ArcelorMittal, entre outras.

STOXX 600: -0,09%
DAX (Alemanha): +0,03%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,21%
CAC 40 (França): +0,31%
FTSE MIB (Itália): +0,15%

Estados Unidos

Enquanto acompanham as divulgações de dados corporativos e da economia, os agentes repercutem a conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China), cujo foco foram o comércio e pontos críticos geopolíticos, incluindo Taiwan.

Dow Jones Futuro: -0,04%
S&P 500 Futuro: +0,22%
Nasdaq Futuro: +0,45%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em baixa, acompanhando Wall Street, com a Coreia do Sul liderando as perdas com o movimento das ações de tecnologia.

Shanghai SE (China), -0,64%
Nikkei (Japão): -0,88%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,14%
Nifty 50 (Índia): -0,56%
ASX 200 (Austrália): -0,43%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, depois que o Irã confirmou que realizaria negociações com os EUA, diminuindo o risco imediato de ataques militares contra o produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Petróleo WTI, -1,44%, a US$ 64,20 o barril
Petróleo Brent, -1,41%, a US$ 68,48 o barril

Agenda

Nos EUA, são aguardados os pedidos de auxílio-desemprego e o relatório Jolts de abertura de vagas.

Na zona do euro, os agentes esperam dados das vendas do varejo de dezembro, e as decisões de juros do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.

Por aqui, no Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração, segundo documento visto pela Reuters. “Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício”, disse a ANP.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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