Os mercados globais avançam, nesta quarta-feira (3), após decisão considerada branda no caso antitruste contra a Alphabet, dona do Google. A Justiça americana autorizou a manutenção do Chrome e do Google como buscador padrão em iPhones, mas vetou contratos exclusivos e exigiu mais compartilhamento de dados — medida vista como positiva para o setor de tecnologia. As ações da empresa subiram mais de 3%.
No Brasil, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de planejar um golpe de Estado entra no segundo dia no STF (Supremo Tribunal Federal), com expectativa de sustentações das defesas de ex-ministros e generais envolvidos.
A agenda econômica está carregada: após alta de 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a produção industrial de julho. Também saem dados do setor de serviços e fluxo cambial.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analisa hoje a fusão entre Gol e Azul, enquanto a Comissão de Orçamento vota a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.
Nos EUA, o foco está nas encomendas à indústria, no relatório JOLTS sobre o mercado de trabalho e na divulgação do Livro Bege do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) — todos monitorados de perto por investidores à espera de sinais sobre os próximos passos da política monetária.
Já na China, o presidente Xi Jinping liderou uma cerimônia militar pelos 80 anos do fim da Segunda Guerra, com a presença de líderes como Vladimir Putin e Kim Jong Un.
Brasil
O Ibovespa recuou 0,67% na terça-feira (2), aos 140.335 pontos, pressionado por fatores políticos e jurídicos, tanto no Brasil quanto no exterior. O dólar subiu 0,65%, a R$ 5,47, e os juros futuros avançaram em toda a curva.
Nos EUA, o mercado reagiu à decisão de uma corte que considerou ilegais as sobretaxas do governo de Donald Trump sobre produtos importados de parceiros comerciais.
O retorno do feriado foi negativo em Wall Street, refletindo a insegurança jurídica e seus possíveis desdobramentos geopolíticos. A Europa também registrou queda nas bolsas, impactada pela alta dos rendimentos dos títulos públicos.
Europa
Os mercados europeus operam em alta nesta quarta, após queda motivada por temores fiscais que elevaram os juros dos títulos. O Gilt britânico de 30 anos atingiu o maior nível desde 1998, enquanto os equivalentes da Alemanha e França também subiram. Globalmente, os rendimentos seguem pressionados. Nos EUA, os yields avançaram após decisão judicial considerar ilegais tarifas comerciais impostas por Trump. A medida pode gerar devoluções e impactar as finanças públicas.
STOXX 600: +0,52%
DAX (Alemanha): +0,55%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
CAC 40 (França): +0,79%
FTSE MIB (Itália): +0,62%
Estados Unidos
Os índices futuros operam no campo positivo hoje, enquanto os investidores aguardam a divulgação do relatório Jolts, que trará novos sinais sobre o mercado de trabalho. Na sexta-feira (5), será divulgado o principal termômetro da criação de empregos nos EUA, o payroll de agosto.
Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,40%
Nasdaq Futuro: +0,60%
Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, influenciados pelos rendimentos globais e questões comerciais. Em Pequim, Xi Jinping comandou um grande desfile militar pelos 80 anos do fim da Segunda Guerra, com líderes como Putin e Kim Jong Un. O PMI de Serviços da China registrou a maior alta em 15 meses, impulsionado pela demanda interna e recuperação de pedidos externos.
Shanghai SE (China), -1,16%
Nikkei (Japão): -0,88%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,60%
Nifty 50 (Índia): +0,28%
ASX 200 (Austrália): -1,82%
Petróleo
Os preços do petróleo operam no campo negativo, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera com as sanções, enquanto o mercado aguarda a reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) no fim de semana.
Petróleo WTI, -0,30%, a US$ 65,39 o barril
Petróleo Brent, -0,29%, a US$ 68,94 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados de encomendas à indústria de julho; o relatório Jolts, também de julho; e o Livro Bege.
Por aqui, no Brasil, a CGU (Controladoria-Geral da União) informou que abriu processos administrativos contra 40 entidades, incluindo empresas e associações, por fraudes em descontos indevidos do INSS. Entre as instituições investigadas estão o Sindnapi e a Contag, que teriam aplicado descontos sem autorização dos beneficiários. A ação ocorre uma semana após o início da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e também atinge empresas de tecnologia que teriam criado fichas de filiação fraudulentas.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg