Mercados globais operam no positivo com trégua no Oriente Médio

Prorrogação de cessar-fogo entre EUA e Irã sustenta apetite por risco
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os mercados globais operam em alta nesta quarta-feira (22), com os futuros de Nova York avançando após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a extensão do cessar-fogo com o Irã até a conclusão das negociações. A medida reduz, ao menos no curto prazo, a aversão ao risco em meio às tensões no Oriente Médio.

Em comunicado, Trump afirmou ter determinado a manutenção do bloqueio a portos iranianos como instrumento de pressão, ao mesmo tempo em que mantém as forças militares em prontidão. Segundo o presidente, o pedido de trégua partiu de lideranças do Paquistão, e a pausa nos ataques abriria espaço para que o Irã apresente uma proposta unificada, em meio a um cenário político descrito como fragmentado.

No Brasil, os mercados retomam as negociações após o feriado de Tiradentes, com agenda econômica limitada. Os investidores acompanham a divulgação do fluxo cambial semanal e os dados da balança comercial, indicadores relevantes para avaliar o comportamento do câmbio e do setor externo.

No campo político, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a proposta de emenda à Constituição que trata da escala de trabalho 6×1, tema que ganha visibilidade e pode influenciar expectativas sobre o mercado de trabalho.

No exterior, além do noticiário geopolítico, a atenção se volta à prévia da confiança do consumidor da Zona do Euro e à participação da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em evento no Reino Unido.

Com poucos catalisadores domésticos, a dinâmica dos ativos tende a seguir o ambiente internacional, enquanto investidores permanecem atentos aos desdobramentos no Oriente Médio.

Brasil

Em uma sessão marcada pelo ritmo mais lento na véspera do Dia de Tiradentes, o Ibovespa conseguiu recuperação moderada na segunda-feira (20), avançando 0,20%, aos 196.132 pontos, após três quedas consecutivas. O movimento refletiu um alívio pontual, apesar do ambiente externo ainda pressionado.

No câmbio, o real voltou a se valorizar frente ao dólar, que recuou 0,18%, a R$ 4,97, em um pregão volátil. Já os juros futuros encerraram sem direção única, sinalizando cautela dos investidores.

Europa

As bolsas europeias seguem o sentimento de alívio com o cessar-fogo prorrogado entre Estados Unidos e Irã. Além disso, repercutem a divulgação da taxa de inflação do Reino Unido que, puxada pelos combustíveis, saltou para 3,3% em março, em linha com as expectativas dos economistas e acima dos 3% do mês anterior.

STOXX 600: +0,18%
DAX (Alemanha): +0,19%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,21%
CAC 40 (França): -0,05%
FTSE MIB (Itália): +0,11%

Estados Unidos

Enquanto repercutem a prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã, os agentes acompanham os balanços da AT&T, Boeing, Boston Scientific, GE Vernova, CME Group e Moody’s nesta quarta-feira.

Dow Jones Futuro: +0,48%
S&P 500 Futuro: +0,56%
Nasdaq Futuro: +0,75%

Ásia

As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam mistas. No campo positivo, o índice Nikkei, do Japão, atingiu recorde histórico hoje, refletindo os dados das exportações japonesas, que cresceram pelo sétimo mês consecutivo, registrando um superávit comercial de 667 bilhões de ienes em março. O resultado foi abaixo da previsão de superávit de 1,1 trilhão de ienes previstos por economistas consultados pela Reuters. Na próxima semana, ocorre a reunião de política monetária do Banco do Japão.

Shanghai SE (China), +0,52%
Nikkei (Japão): +0,40%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,13%
Nifty 50 (Índia): -0,62%
ASX 200 (Austrália): -1,18%

Petróleo

Os preços do petróleo operam perto da estabilidade, em meio a incerteza sobre o rumo do conflito entre os EUA e o Irã, apesar da extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã.

Petróleo WTI, -0,09%, a US$ 89,59 o barril
Petróleo Brent, +0,19%, a US$ 98,67 o barril

Agenda

Na zona do euro, saem os dados da confiança do consumidor de abril.

Por aqui, no Brasil, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, reforçou nesta segunda (20) ser favorável ao fim da escala 6×1, mas que cada setor deve ter suas especificidades respeitadas. A declaração veio após uma visita em Cubatão às instalações da fábrica da Unipar Carbocloro, que se tornou a maior produtora de cloro de membrana da América do Sul após passar a receber investimentos de mais de R$ 1 bilhão. “É natural que haja uma redução da jornada de trabalho. Isso precisa ser debatido, precisa ser discutido, o governo apoia [o fim da 6×1]. E há a necessidade de se analisar as especificidades, porque não é todo mundo que tem a mesma lógica”, disse, segundo o site G1.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.