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Os mercados mundiais começam esta segunda-feira (10) em trajetória positiva, após o Senado dos Estados Unidos avançar nas negociações para encerrar a paralisação mais longeva do governo estadunidense. Parte dos democratas apoiou um acordo bipartidário que prevê o financiamento de agências e departamentos federais até o próximo ano.

A medida, aprovada por 60 votos a 40, ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionada pelo presidente Donald Trump. O possível fim do impasse tende a reduzir incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA, e a liberar a divulgação de dados econômicos represados, como emprego e inflação.

Enquanto isso, as atenções no Brasil se voltam para a abertura da COP30 (Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas), em Belém (PA), que reúne chefes de Estado e especialistas para discutir metas climáticas e financiamento ambiental. É a primeira cúpula global do clima sediada no país desde a ECO-92, e o governo pretende reforçar compromissos com a transição energética e a preservação da Amazônia.

No cenário doméstico, o Banco Central divulga nesta manhã o primeiro Boletim Focus após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano. O relatório deve atualizar projeções para inflação, PIB (Produto Interno Bruto) e câmbio.

O dia também é movimentado no setor corporativo, com balanços do terceiro trimestre de empresas como Natura, MRV, Itaúsa, Sabesp, Direcional, Even, Hidrovias do Brasil, Grupo Mateus e Azzas 2154.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (7) em alta de 0,47%, aos 154.063 pontos, alcançando sua 13ª valorização consecutiva — a mais longa desde 1994 — e o 10º recorde seguido. No acumulado da semana, o índice subiu 3,02%, em meio ao impulso das ações da Petrobras (PETR4; PETR3), que avançaram mais de 3% após a divulgação do balanço do terceiro trimestre.

A estatal reportou lucro líquido de US$ 6,03 bilhões entre julho e setembro, crescimento de 2,7% ante o mesmo período de 2024, mesmo com a queda nos preços do petróleo. O Conselho de Administração aprovou ainda dividendos intercalares de R$ 12,16 bilhões.

O dólar à vista recuou 0,25%, a R$ 5,33, e acumulou queda semanal de 0,83%.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, com o possível fim da paralisação do governo dos EUA e a temporada de balanços corporativos no radar.

STOXX 600: +1,00%
DAX (Alemanha): +1,39%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,50%
CAC 40 (França): +0,97%
FTSE MIB (Itália): +1,29%

Estados Unidos

Os índices futuros avançam nesta segunda-feira, com o avanço das negociações para acabar com a paralisação do governo estadunidese, que perdura desde 1º de outubro. Na última semana, o mercado recebeu sinais divergentes: indicadores privados mostraram redução de vagas nas empresas, enquanto declarações de dirigentes do Federal Reserve sobre a inflação aumentaram a incerteza quanto à possibilidade de um corte de juros em dezembro.

Dow Jones Futuro: +0,22%
S&P 500 Futuro: +0,75%
Nasdaq Futuro: +1,29%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram em alta nesta segunda-feira, revertendo parte das perdas da semana passada, marcadas por temores sobre as altas avaliações de empresas de inteligência artificial. Na China, os dados de outubro mostraram que a inflação ao consumidor avançou 0,2% em relação ao ano anterior, enquanto o índice de preços ao produtor recuou 2,1%, queda menor do que a esperada pelo mercado.

Shanghai SE (China), +0,53%
Nikkei (Japão): +1,26%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,55%
Nifty 50 (Índia): +0,43%
ASX 200 (Austrália): +0,75%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem devido ao otimismo de que a paralisação do governo dos EUA possa terminar em breve e impulsionar a demanda pela commodity no maior consumidor mundial de petróleo.

Petróleo WTI, +1,00%, a US$ 60,35 o barril
Petróleo Brent, +0,93%, a US$ 64,22 o barril

Agenda

Agenda internacional esvaziada nesta segunda.

Por aqui, no Brasil, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) quer mudar a forma como os brasileiros pagam pela energia, fazendo com que o valor da conta varie conforme o horário de consumo. A proposta, que deve passar por audiência pública de 90 dias, segundo a Folha de S.Paulo, busca reduzir o uso de eletricidade no horário de pico, entre 18h e 21h. A expectativa da agência é regulamentar a medida no início de 2026, com entrada em vigor até o fim do mesmo ano.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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