PF faz operação contra fraude em benefícios do INSS com prejuízo de R$ 86 milhões

Ação cumpriu 91 medidas judiciais em Minas Gerais e no Espírito Santo
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Por Aléxia Sousa

(Folhapress) – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) uma operação para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios previdenciários e causar um prejuízo de mais de R$ 86 milhões aos cofres da União.

A ação cumpriu 91 medidas determinadas pela Justiça Federal em nove cidades de Minas Gerais e uma do Espírito Santo.

Segundo a investigação, foram identificados 457 benefícios fraudados, dos quais 240 ainda estavam ativos. A suspensão desses pagamentos deverá gerar uma economia superior a R$ 35 milhões aos cofres públicos, de acordo com o Ministério da Previdência Social.

O prejuízo de mais de R$ 86 milhões corresponde aos valores que, segundo a investigação, foram desviados por meio do esquema.

Já os mais de R$ 35 milhões representam uma estimativa de pagamentos que deixarão de ser realizados após a identificação e suspensão dos benefícios considerados fraudulentos.

INSS
Investigação identificou 457 benefícios fraudados, dos quais 240 ainda estavam ativos (Foto: Reprodução)

Investigação

A investigação aponta que o grupo criava pessoas fictícias e utilizava documentos falsificados, como certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência, para obter benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A maior parte dos benefícios fraudados era de amparo destinado a idosos de baixa renda.

Foram cumpridas 25 ordens de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão e 33 medidas assecuratórias, que têm como objetivo garantir a preservação de bens e valores relacionados à investigação. A operação Leste do Espinhaço foi realizada pela PF em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária.

As medidas foram cumpridas em Ipatinga, Timóteo, João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manteninha, em Minas Gerais, e em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, duas pessoas também foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. As prisões em flagrante são independentes das 25 ordens de prisão preventiva cumpridas no âmbito da operação.

A PF informou que continua analisando o material apreendido e que a investigação será aprofundada para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos no esquema. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa.

Carregar Comentários
Assine nosso boletim econômico
Receba gratuitamente os principais destaques e indicadores da economia e do mercado financeiro.