Real é a 4ª moeda que mais se valorizou frente ao dólar este ano, aponta Austin Rating

A alta acumulada do real chegou a 10,1% na terça-feira (13), dia em que o dólar caiu a R$ 5,60
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Em um ranking de 118 países, elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating com base em dados do Banco Central, o real figura como a quarta moeda que mais se valorizou em 2025 frente ao dólar.

A alta acumulada do real no ano chegou a 10,1% na terça-feira (13), dia em que o dólar caiu 1,34%, a R$ 5,609, com a mínima chegando a R$ 5,595.

O levantamento aponta que 72 países observaram suas moedas se valorizarem, ainda que um pouco, no período.

As 10 moedas que mais se valorizaram até 13 de maio são:

  • 1º – Rublo russo (Rússia), com +34,20%
  • 2º – Cedi ganês (Gana), com +16,60%
  • 3º – Coroa sueca (Suécia), com +13,50%
  • 4º – Real (Brasil), com +10,10%
  • 5º – Coroa norueguesa (Noruega), com +9,80%
  • 6º – Forint húngaro (Hungria), com +9,50%
  • 7º – Dirham (Marrocos), com +8,90%
  • 8º – Zloty (Polônia), com +8,70%
  • 9º – Coroa Tcheca (República Tcheca), com +8,60%
  • 10º – Franco suíço (Suíça), com +7,80%

Para a elaboração do ranking, a Austin Rating considera as taxas de câmbio de referência Ptax, divulgadas diariamente pelo BC. Nessa modalidade, o dólar estava cotado a R$ 5,6256 na véspera.

O levantamento mostra que 20 moedas estão no zero a zero com o dólar no ano.

Outras 26 se desvalorizaram, entre as quais estão o peso argentino (-8,3%), o dinar, da Líbia (11%), e o bolívar soberano, da Venezuela, que ocupa a lanterna do ranking com uma queda de 44,2%.

O efeito Trump no dólar e, consequentemente, na valorização do real

De 2 abril, quando foram anunciadas as famigeradas “tarifas recíprocas” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o dólar vem perdendo força. Porém, no ranking divulgado em abril, o real figurava como a terceira moeda que mais havia se valorizado frente à divisa norte-americana.

Para especialistas, as razões que explicam o movimento estão a mudança de percepção de risco nos Estados Unidos, principalmente depois que o governo Trump fechou acordo com a China em meio à guerra tarifária. Na trégua de 90 dias, as duas maiores economias do mundo concordaram em reduzir as sobretaxas anunciadas em 115%.

Além disso, na véspera foi anunciado nos EUA que o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês) veio abaixo do esperado pelo mercado, o que ajudou a reforçar a perspectiva de que o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) poderá reduzir os juros ainda este ano, embora a inflação ainda esteja longe da meta de 2% perseguida pelo Fed.

As taxas de juros norte-americanas estão na banda entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Somado a isso, cresceu a percepção de leve queda no risco fiscal brasileiro, embora as contas públicas ainda preocupem o mercado.

Por fim, a taxa básica de juros, a Selic, está em 14,75%, o patamar mais elevado desde 2006, e isso acaba atraindo investimento estrangeiro.

 

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