Em podcast, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo reafirmam apoio a tarifaço de Trump

Eles foram entrevistados pelos jornalistas Leandro Demori, do ICL Notícias, e Diogo Schelp
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influencer bolsonarista Paulo Figueiredo admitiram que a a imposição de pesadas tarifas comerciais ao Brasil Pelos Estados Unidos foi um dos temas das reuniões que tiveram com autoridades do governo norte-americano antes que o presidente Donald Trump anunciasse a decisão. Isso desmente a afirmação de Jair Bolsonaro, que alegou várias vezes não ter qualquer relação com a tarifa. A carta de Trump o cita diretamente.

O deputado e o influencer disseram que sugeriram ao governo Trump que somente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outras autoridades brasileiras fossem sancionadas. Apesar disso, os dois opinaram que a decisãoi de Trump pela tarifa de 50% contra o Brasil foi acertada.

Eduardo e Figueiredo participaram do podcast Inteligência Ltda e foram entrevistados pelos jornalistas Leandro Demori, do ICL Notícias, e Diogo Schelp.

Ao ser questionado por Leandro Demori se os dois pediram a sanção contra o Brasil, Paulo Figueiredo disse que a tarifa era “o último recurso de um longo processo”. Eduardo Bolsonaro iniciou a resposta e terminou acenando com a cabeça em concordância com o aliado. O influenciador acrescentou que eles não precisaram levantar a possibilidade de tarifa “porque os americanos apresentaram essa opção antes de todo mundo”.

Trump

“Quando essa opção [a imposição de tarifas] foi discutida com o deputado Eduardo Bolsonaro e nós, nós demos a nossa opinião. Na nossa opinião, esta medida não era a melhor a ser aplicada naquele momento. Nós advogamos na direção de sanções direcionadas aos agentes principais da ditadura”, disse Paulo Figueiredo.

No vídeo, é possível ver o influenciador afirmando que a possibilidade de sanção ao Brasil foi discutida com os americanos e que ele e Eduardo foram contra, mas hoje apoiam a medida.

Durante o podcast, por várias vezes os dois entrevistados repetiram que o Brasil não é uma democracia, mas foram desmentidos por Demori, que citou os índices da revista The Economist e também do Departamento de Estado norte-americano, que definem o país como democrático.

Entre outras afirmações sem base na realidade, Paulo Figueiredo disse que Alexandre de Moraes manda nas Forças Armadas. Ao responder à pergunta de um espectador, que gostaria de saber como se sente ao ser tratado como traidor da pátria e “vendedor do Brasil”, Eduardo Bolsonaro respondeu, sorrindo: “Me sinto muito bem”.

 

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