A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís, conhecido como “Lulinha”, um dos filhos do presidente Lula (PT). A sessão foi marcada por uma confusão entre parlamentares após o resultado da votação.
Aliados do governo tentaram protestar contra a aprovação na mesa diretora e a oposição reagiu. A sessão foi suspensa e não houve feridos.
O requerimento de quebra de sigilo aprovado pela CPI do INSS é baseado em supostos pagamentos de um dirigente petista que teria recebido dinheiro de empresa citada nas investigações do caso dos descontos ilegais e transferido ao contador de Fábio Luiz.
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) chegou a dizer, em janeiro, que a convocação de Lulinha era uma das prioridades do colegiado no retorno aos trabalhos, neste mês.

Deputado PT vai pedir anulação da votação
Após a sessão, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o governo compareceu na comissão “com a decisão de bloaquer toda a pauta” da reunião. “Ninguém saiu machucado, a oposição tem o direito de se manifestar, o governo também. Mas o que vale é o voto. No voto, o governo perdeu. Não houve manobra, não houve absolutamente nada. Eu segui o jogo e o regimento desde o início”, afirmou.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT) disse que irá pedir a anulação da votação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e entrará com uma representação no conselho de ética da Casa contra Viana por “fraudar o resultado da votação”.
No final de 2025, o presidente Lula defendeu que todas as pessoas envolvidas, mesmo que indiretamente, no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) sejam investigadas, inclusive, seus familiares. “Quem tiver envolvido vai pagar o preço”, disse em entrevista à imprensa, no Palácio do Planalto.
“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou Lula.