Encontro estudantil secundarista reúne mais de 10 mil alunos a partir de hoje em SP

Tema do Congresso será “Democracia e soberania: um Brasil do tamanho da nossa rebeldia”
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Por Gabriel Gomes

Começa nesta quinta-feira (16) o 46º Congresso da UBES, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O encontro, que vai até o domingo (19), deve reunir mais de 10 mil estudantes, envolvendo alunos do ensino médio, técnico e preparatório.

Neste ano, o tema do Congresso será “Democracia e soberania: um Brasil do tamanho da nossa rebeldia”. A programação reúne mais de 50 convidados em dezenas de atividades como debates, grupos de trabalho, oficinas, atos políticos, atividades culturais, além de uma grande passeata contra a militarização do ensino no Brasil. A abertura acontece no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo, a partir das 18h.

A abertura contará com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini. No primeiro dia, também participam autoridades como os deputados federais Kiko Celeguim (PT-SP) e Daiana Santos (PCdoB-RS), além de representantes dos movimentos sociais como a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Bianca Borges. Na sexta feira (17), participa a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP).

A UBES é uma das principais entidades do movimento social brasileiro e seu Congresso é considerado o maior encontro estudantil da América Latina.

Congresso da UBES

No Congresso da UBES, serão debatidos temas como Reforma do Ensino Médio, o financiamento da Educação no país, a evasão escolar, os programas de permanência como o Pé de Meia, além do Passe Livre nos transportes, o acesso à Cultura e o combate às opressões como o machismo, o  racismo e a LGBTfobia.

Segundo o presidente da UBES, Hugo Silva, o encontro mostra a força dos estudantes em um momento de grande disputa de opiniões no Brasil: “Esse Congresso é a expressão viva da força da juventude brasileira organizada, que não aceita retrocessos e se coloca na linha de frente na defesa da democracia, da soberania e de uma educação pública de qualidade. Reunir milhares de estudantes é mostrar que temos um projeto coletivo para o país. Queremos que a escola seja nosso espaço de liberdade, pensamento crítico e construção de futuro.”

Presidente da UBES, Hugo Silva. (Foto: Divulgação/UBES)
Presidente da UBES, Hugo Silva. (Foto: Divulgação/UBES)

O Congresso da UBES a principal instância da entidade, que se organiza também nas uniões estaduais e uniões municipais de estudantes, além dos grêmios. O encontro em São Bernardo do Campo marca a etapa final do Congresso, que também  já teve etapas estaduais, com a escolha de delegados e delegadas que agora representam suas escolas e suas cidades nas plenárias de deliberação do evento.

Um dos principais momentos do Congresso da UBES é a plenária final do evento, quando os delegados e delegadas de todos os estados definem os rumos do movimento estudantil secundarista para os próximos anos. Os estudantes também irão eleger a nova presidência e a nova diretoria da UBES.

O 46º Congresso da UBES é realizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e tem patrocínio da Caixa Econômica Federal, apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e governo federal por meio do Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Encontro estudantil secundarista reúne mais de 10 mil alunos a partir desta quinta em SP (Foto: Divulgação/UBES)
Encontro estudantil secundarista reúne mais de 10 mil alunos a partir desta quinta em SP (Foto: Divulgação/UBES)

Passeata contra a militarização do ensino

Na sexta-feira (17), estudantes do Congresso da UBES realizam uma grande passeata, no centro de São Paulo, contra a militarização do ensino no Brasil. Com o tema “Nossa Escola não é Quartel”, a manifestação convida a sociedade a protestar contra o avanço das chamadas escolas cívico-militares, em diferentes estados do país.

A passeata mobiliza estudantes, educadores e movimentos sociais para afirmar a liberdade de ensinar e aprender, a gestão participativa e o protagonismo estudantil. O ato denuncia iniciativas que restringem direitos e busca sensibilizar a sociedade para a importância de uma educação crítica, inclusiva e comprometida com a formação cidadã.

 

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