EUA impõem novas sanções ao presidente cubano e a integrantes da família Castro

Washington mantém um embargo econômico contra Cuba há décadas, mas o presidente Donald Trump intensificou significativamente a política de pressão
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Os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre Cuba ao anunciar uma nova rodada de sanções contra integrantes da cúpula do regime cubano, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel, familiares próximos dele e membros da família Castro.

Entre os alvos das medidas estão um filho e um neto do ex-presidente Raúl Castro. Embora não exerça atualmente nenhum cargo oficial, Castro continua sendo considerado uma das figuras mais influentes nas decisões políticas da ilha.

As sanções, divulgadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na quinta-feira, também atingem a esposa e o enteado de Díaz-Canel, além do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e outras entidades ligadas ao governo cubano.

Washington mantém um embargo econômico contra Cuba há décadas, mas o presidente Donald Trump intensificou significativamente a política de pressão nos últimos meses. O líder americano chegou a mencionar publicamente a possibilidade de anexar a ilha aos Estados Unidos.

As restrições impostas por Washington têm agravado a já delicada situação econômica cubana. Um bloqueio de combustível na prática contribuiu para aprofundar a crise energética enfrentada pelo país e ampliou as dificuldades da população.

Ao comentar as novas medidas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na rede social X que o objetivo é enfraquecer estruturas que, segundo ele, sustentam ações consideradas radicais pelo governo americano.

“Mirando na rede que viabiliza e financia as operações subversivas e radicais de Cuba”, escreveu Rubio, acrescentando que os Estados Unidos “não tolerariam mais regimes marxistas radicais” exportando sua “revolução venenosa e maligna” para os EUA e outros países.

Segundo o secretário de Estado, as sanções passam a abranger o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a Amistur Cuba e os Comitês de Defesa da Revolução.

Rubio também fez um alerta a instituições financeiras e empresas que mantenham relações com os organismos atingidos.

Raúl Castro

“Qualquer pessoa que preste serviços a esses agentes sancionados corre o risco de também sofrer sanções. Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades”, declarou.

A nova ofensiva ocorre após medidas adotadas em 2025, quando os Estados Unidos restringiram a concessão de vistos ao presidente cubano e a outros integrantes do alto escalão do governo.

Nos últimos meses, Trump tem indicado que Cuba pode se tornar o próximo alvo prioritário de sua estratégia de pressão na América Latina, seguindo o mesmo caminho adotado em relação à Venezuela.

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