Estrategista de campanha do presidente Donald Trump e já detido no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, Jason Miller declarou neste domingo (10) que sua meta é garantir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Para deixar claro, não vou parar, não vou desistir, nunca vou desistir até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Pouco antes, Miller havia compartilhado uma reportagem segundo a qual ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam “apavorados” com a Lei Magnitsky. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, com base no relato, sob reserva, de um político influente que teria acesso direto aos magistrados. Em reação, Miller postou: “Libertem Bolsonaro… ou então”, encerrando a frase com o emoji de um alvo — numa alusão de que os ministros estariam na mira da lei, que sancionou Alexandre de Moraes em 30 de julho.
Não é a primeira vez que o estrategista comenta assuntos ligados ao Brasil. Na última quinta-feira (7), ele comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente americano Joe Biden, afirmando que o petista teria “cérebro de banana amassada”. A crítica surgiu após Lula, em entrevista à agência Reuters, afirmar: “No dia em que minha intuição disser que Trump está pronto para conversar, não hesitarei em ligar para ele.” Em resposta, Miller escreveu no X que “Lula é o Biden dos trópicos”, fazendo referência às dúvidas levantadas sobre a saúde física e mental de Biden durante o mandato encerrado no ano passado.

Em 22 de julho, Miller também atacou uma decisão de Alexandre de Moraes que proibiu Jair Bolsonaro de conceder entrevistas a serem divulgadas nas redes sociais.
Ao compartilhar uma nota oficial do STF, ele chamou a medida de “inacreditável” e afirmou: “Alexandre de Moraes NOVAMENTE leva todo o ‘crédito’ pela perseguição política contra o presidente Jair Bolsonaro. Moraes quer que o mundo inteiro saiba que ELE governa o Brasil, não Lula.”
Jason Miller, braço direito de Trump, tem acompanhado a política brasileira nos últimos anos e foi detido em 2021 no aeroporto de Brasília por ordem de Moraes. Na ocasião, foi levado para depor à Polícia Federal no inquérito dos atos antidemocráticos — o mesmo que investiga Bolsonaro. O estrategista permaneceu em silêncio e, em seguida, foi autorizado a retornar aos Estados Unidos.