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01.09.2023 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert / PRAs novas ações da Polícia Federal na investigação sobre o mau uso de verbas de emendas parlamentares por parte do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, paralisaram as negociações entre governo e Centrão para a ocupação de cargos no Executivo. Na manhã de ontem, a irmã de Juscelino, Luana Rezende, que é prefeita da cidade de Vitorino Freire (MA), foi alvo de operação da PF que apura contra supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Alguns políticos ligados ao governo avaliam que a situação do ministro das Comunicações está cada vez mais insustentável no governo, devido à séries de denúncias de desvios e práticas consideradas ilegais. No entanto, líderes do Centrão, especialmente do União Brasil, ao qual Juscelino é filiado, pretendem mantê-lo no cargo. Essas tratativas adiaram, ao menos por enquanto, as discussões sobre a entrada de políticos do Republicanos e do PP na equipe do Executivo, em troca de apoio às propostas governistas encaminhadas ao Congresso.
Na ação de ontem, investigadores deram sequência à investigação sobre recursos enviados em emendas parlamentares por Juscelino, quando ainda no mandato de deputado federal, que teriam sido usados para asfaltar uma rodovia que leva à fazenda da família do ministro e da prefeita.
Segundo os jornalistas Artur Nicoceli, Isabela Camargo, Camila Bomfim e Márcio Falcão, do G1, três contratos com a Codevasf para as obras em 12 municípios no Maranhão entre os anos de 2019 a 2021 somam R$ 15 milhões.
Por determinação do do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), Juscelino teve os bens bloqueados. Barroso negou pedido da PF para fazer buscas em endereços do ministro.
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