Irã desmente Trump, nega ter pedido cessar-fogo e rejeita exigências dos EUA

Teerã afirma que não houve negociação direta
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O governo iraniano desmentiu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e negou ter solicitado um cessar-fogo em meio à escalada militar no Oriente Médio nesta quarta-feira (1).

Horas depois das declarações de Washington, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Esmail Bahgaei, afirmou que o país não fez qualquer pedido de trégua.

Esmail reforçou que não houve negociações diretas com os Estados Unidos e criticou as falas do presidente norte-americano. Segundo ele, as mensagens trocadas ocorreram apenas por intermediários e não configuram tratativas formais.

“Ninguém no mundo pode confiar na diplomacia americana. Eles usam a diplomacia e as negociações como um prelúdio para impor suas demandas ou usar a força”, afirmou.

A Guarda Revolucionária também divulgou nota reiterando que o Estreito de Ormuz continuará fechado para seus “inimigos” e que a região está “sob controle” das forças navais iranianas.

O Irã sustenta ainda que a guerra continuará até que o país considere o “agressor” responsabilizado e que haja compensações. Ao mesmo tempo, Teerã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo.

Ruído diplomático

A resposta de Teerã ocorre após Donald Trump afirmar que o país teria solicitado um cessar-fogo, condicionado à reabertura da via marítima.

“O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os processadores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América”, declarou Trump.

“Consideraremos (o cessar-fogo) quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desempedido”, completou.

O presidente dos Estados Unidos também ameaçou intensificar a ofensiva militar caso suas condições não sejam atendidas.

Ainda de acordo com o governo iraniano, a chamada proposta de “15 pontos” enviada pelos Estados Unidos foi rejeitada por conter exigências consideradas “fora da realidade, desproporcionais e excessivas”. Teerã afirma que as demandas não representam uma iniciativa de paz, mas condições inaceitáveis durante o conflito.

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