A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, um dos presos no plano de tentativa de golpe de Estado investigado pela Polícia Federal, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , que sejam retomadas as visitas ao militar na prisão.
Como revelado pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva, no ICL Notícias, a irmã do oficial tentou entrar na unidade em que ele está preso levando um panetone com eletrônicos escondidos. Logo após, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu as visitas ao tenente-coronel.
Dentro da embalagem, havia um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória. Os equipamentos foram interceptados pelos militares do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

A defesa de Rodrigo Bezerra Azevedo alega que o militar não sabia da tentativa da irmã. “A conduta da mencionada visitante foi praticada de forma isolada e sem qualquer relação com o custodiado e demais familiares, fato que deve ser considerado para a correta análise do caso”, diz a defesa.
“É evidente que o custodiado Rodrigo Bezerra de Azevedo não teve qualquer participação, contribuição ou incentivo relacionados à conduta de sua irmã”, completa.
A defesa pede que Moraes proíba as visitas apenas da irmã do militar, mantendo a possibilidade de outros familiares irem vê-lo na prisão.
Kid preto
Azevedo é um dos chamados “kids pretos” –militares com formação em curso de operações especiais– presos por participação nos planos para executar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A tentativa de visita ocorreu no dia 28 de dezembro, no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde o militar está preso. Dhebora Bezerra de Azevedo foi flagrada quando, em uma checagem de rotina, os militares passaram o panetone lacrado que ela trazia em um detector de metais.