O livro “Crime sem castigo: Como os militares mataram Rubens Paiva” (editora Matrix)], de Juliana Dal Piva, jornalista e colunista do ICL Notícias, é semifinalista do prêmio Jabuti Acadêmico de 2026 na categoria Comunicação e Informação. O trabalho é uma adaptação da dissertação de mestrado da jornalista, apresentada no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas, em setembro de 2016.
Como bem mostrou o filme “Ainda estou aqui”, o engenheiro e ex-deputado federal Rubens Paiva foi levado de sua casa no Rio de Janeiro por um grupo de militares sob os olhos apreensivos de sua família em 20 de janeiro de 1971. Nunca mais voltou. Descobrir o que ocorreu com ele depois disso tornou-se uma missão para sua família. Em especial, para sua mulher, Eunice Paiva.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta terça-feira (14), os dez semifinalistas de cada categoria da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. Voltada para prestigiar obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais, a premiação recebeu nesta edição 2.085 inscrições, refletindo a força e a diversidade das obras acadêmicas nacionais.
Os cinco finalistas serão anunciados em 27 de julho, às 15h30, durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ), com divulgação simultânea no site oficial do Prêmio Jabuti Acadêmico. A cerimônia de premiação será realizada em 11 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, em evento para convidados.
Criado em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico reconhece obras das áreas científica, técnica e profissional, com o objetivo de valorizar a excelência editorial e ampliar a visibilidade de autores e editoras que atuam nesses segmentos. Os autores vencedores recebem a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil, e as editoras das obras premiadas também recebem a estatueta.