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Moraes: desinformação é questão mais importante para sobrevivência da democracia

Segundo o ministro, as notícias falsas são usadas para atacar o processo eleitoral por dentro, manipulando os eleitores
23 de novembro de 2023

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou na última quarta-feira (22), que a desinformação é a principal ameaça à “sobrevivência e fortalecimento da democracia”. Segundo Moraes, as notícias falsas são usadas para atacar o processo eleitoral por dentro, manipulando os eleitores.

Moraes participou da abertura de um seminário sobre desinformação nas eleições, promovido pelo TSE em colaboração com a União Europeia. A embaixadora do bloco no Brasil, Marian Schuegraf, também esteve presente.

“Trata exatamente da questão mais importante hoje em relação à sobrevivência e fortalecimento da democracia, que é a questão da desinformação nas eleições — afirmou, acrescentando: “Todos os países democratas perceberam que há um grande ataque de desinformação em relação à vontade do eleitor”

No STF, Moraes é relator dos chamados inquéritos das fake news e das milícias digitais, que investigam diversos casos de divulgação de desinformação. Como presidente do TSE, ele também comandou julgamentos sobre o tema, como a ação que deixou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por ter feito ataques sem provas ao sistema eleitoral.

Durante o seminário, o ministro destacou que a desinformação representa um ataque “autoritário” e “criminoso” contra a democracia.

“Essa desinformação visa captar a livre vontade do eleitor. Para, a partir disso, direcionar a sua vontade para determinado candidato. É um ataque à democracia por dentro. Ataque autoritário, ataque criminoso, ataque ilícito à democracia. Mas por dentro, o que é muito mais perigoso”, aletou Moraes.

O ministro ressaltou ainda que o cenário será agravado com o uso de ferramentas de inteligência artificial.

“Agora temos um novo desafio, o combate à desinformação, veiculado nas redes sociais, com uso de inteligência artificial. Isso é extremamente perigoso.”

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