O cineasta Cacá Diegues morreu na madrugada desta sexta-feira (14). Ele tinha 84 anos e morreu após complicações em uma cirurgia. Carlos José Fontes Diegues nasceu em Maceió no dia 19 de maio de 1940, mas mudou-se ainda criança para o Rio de Janeito.
Ao lado de Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni, Joaquim Pedro de Andrade, Cacá Diegeus foi um dos fundadores do Cinema Novo, movimento de renovação do cinema brasileiro da década de 1960 que conquistou festivais internacionais importantes, como o de Cannes.
Cacá Diegues fez mais de 20 longas
Da década de 1960 até os anos 2010, Cacá Diegues faria mais de 20 longas-metragem, entre eles alguns que marcaram a história do cinema brasileiro, como “Bye Bye Brasil” (1980), ” “Tieta do Agreste” (1995). , “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e “O grande Circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima.
Uma das características de seus filmes, além de procurar as histórias do passado e do presente do Brasil em uma linguagem mais popular, era o excelente uso de compositores brasleiros, como é o caso de Chico Buarque (em “Joanna Francesa” e “Bye Bye Brasil”), Jorge Ben (“Xica da Silva”) e “Orfeu” (da peça homônima de Vinícius de Moraes).

Homenageado no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, em 2012, o cineasta foi enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo em 2016, então na Série A. Em 2018, Cacá foi eleito como ocupante da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando o lugar Nelson Pereira dos Santos, amigo e companheiro cineasta desde o Cinema Novo.
Cacá Diegues deixa quatro filhos, dois de casamento com a cantora Nara Leão (1942-1989). Ele era casado, desde 1981 com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães.