MPRJ faz buscas em endereços de deputado Rafael Nobre e vereador da Baixada Fluminense

MP denunciou dez pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro
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Por Tempo Real RJ

O procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti, Julio Ricardo dos Santos Henriques, o “Magrão Nobre” (União Brasil), e outras 8 pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Na manhã desta quinta-feira (16), o Ministério Público do Rio (MPRJ) cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo residências; o gabinete do deputado na Alerj e a Câmara de São João de Meriti.

Os fatos investigados ocorreram a partir de 2017, período em que Rafael Nobre exercia o mandato de vereador em Nilópolis.

Segundo a denúncia, os parlamentares seriam os controladores ocultos de um grupo de empresas utilizado para fraudar licitações e desviar recursos públicos em contratos firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação, os Nobre obtiveram cerca de 45 contratos, estimados em R$ 357,9 milhões, para o fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais — mas a ação penal tem como foco 3 desses convênios.

Apreensão do MPRJ

Até o momento, o MPRJ já apreendeu R$ 21 mil em espécie na casa do deputado e R$ 45 mil na residência do vereador.

As apreensões foram feitas no início da manhã desta quinta-feira (16) — Foto: Reprodução
As apreensões foram feitas no início da manhã desta quinta-feira (16) — Foto: Reprodução

Além da condenação dos acusados, o MP pediu o ressarcimento mínimo de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos parlamentares denunciados.

As investigações indicam que empresas atuavam de forma coordenada para simular concorrência em licitações, utilizando “sócios laranjas”, documentos falsos e movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos.

Entre as empresas utilizadas no esquema estão a Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante.

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