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Oposição usa fake news e religião com objetivo de barrar ida de Dino ao STF

Vinte e quatro senadores se disseram favoráveis à indicação. Para ser aprovado no Senado, Dino precisa de 41 votos.
4 de dezembro de 2023

Políticos de oposição estão fazendo esforço máximo para tentar barrar a aprovação no Senado do nome de Flávio Dino a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Utilizam vídeos nas redes, panfletos e até braçadeiras com estilo semelhante às usadas por partidários de Hitler na Alemanha nazista (com os dizeres “Dino, Não!” sobre um fundo vermelho). Como de costume, os oposicionistas lançam mão de fake news – em uma montagem que circulou no X, no Instagram e no WhatsApp, o ministro aparece à frente de uma bandeira que estampa a foice e o martelo.

Nos moldes da campanha eleitoral, também a religião é usada politicamente com esse objetivo. O pastor evangélico Silas Malafaia difunde o slogan “Diga não a um comunista no STF”, referindo-se ao atual ministro da Justiça. Pastores de várias denominações estão ligando aos senadores para tentar convencê-los a não avalizar a indicação feita pelo presidente Lula. No sábado (2) a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atacou Dino em um evento do PL Mulher, com a bíblia na mão. “Não existe comunista cristão”, disse ela.

Em campanha contra Flávio Dino, deputado Marcel van Hattem usa braçadeira semelhante à utilizada pelos nazistas

Um ato dos opositores contra o ministro foi marcado para o domingo (10), três dias antes da sabatina no Senado.

Segundo levantamento do site Congresso em Foco, Flávio Dino tem contra si 21 senadores que já declararam publicamente seu voto. Já é um número maior do que os senadores que se colocaram contra a indicação de Cristiano Zanin ao STF. Um dos maiores partidos do Senado, o PL (12 senadores), recebeu orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para se posicionar contra Dino de forma unânime. A sigla reúne alguns dos nomes mais resistentes ao ministro.

No entanto, o voto para indicações de autoridades é secreto. Isso possibilita que cada senador vote como quiser, sem preocupações de pressões partidárias, seja a favor ou contra o indicado.

DINO RECEBE APOIOS

Por outro lado, Flávio Dino tem recebido muitos apoios de representantes do Judiciário e da sociedade civil. Presidentes de todos os Tribunais Regionais Federais do país e a Associação dos Juízes Federais do Brasil declararam que estão do seu lado.

“Dediquei 12 anos da minha vida à Magistratura Federal. Por isso, ter a solidariedade dos dirigentes da Justiça Federal aquece o coração e anima a caminhada”, agradeceu o ministro.

Entre os senadores, 24 se disseram favoráveis à indicação. Para ser aprovado no Senado, Dino precisa ter mais da metade dos votos em cima do total possível, ou seja, 41 senadores. Para isso, ele aposta em conquistar a base aliada do governo — eles somam 28 dos 36 parlamentares com assentos na Esplanada dos Ministérios.

Entre os partidos que integram a equipe de Lula, a maioria dos indecisos é do PSD, somando cinco parlamentares, enquanto outros quatro não responderam a um questionamento feito pelo jornal O Globo. O Republicanos, que abriga o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (PE), tem três dos quatro senadores declarando serem contrários à escolha de Dino ao STF.

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