Houve uma delegação que se recusou a aplaudir o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva na ONU: os EUA. Na platéia, a delegação americano se manteve imóvel ao final da fala na qual o brasileiro criticou as ações da Casa Branca na América Latina.
Instantes depois, os papéis se inverteram. Donald Trump fez seu discurso e, ao final, foi a delegação brasileira que não aplaudiu o americano.
A rápida viagem de Lula para os EUA foi marcada por um distanciamento em relação ao mandatário da Casa Branca. Nos bastidores, apesar do desejo de Lula de cumprimentar Trump, o esbarrão desta vez não ocorreu. O cálculo dos bolsonaristas era de que qualquer foto ou sinalização positiva do americano ao petista poderia ser usada na eleição.
No ano passado, foi justamente a atitude do presidente americano que deixou a ala mais radical do trumpismo e o bolsonarismo sem entender o motivo da “simpatia” de Trump com Lula.
Desta vez, portanto, a decisão foi por não fazer qualquer gesto positivo para Lula, faltando duas semanas para a eleição.
De fato, ao contrário do que havia ocorrido em 2025, quando uma “química” foi declarada entre os dois líderes, Lula e Trump não se encontraram nos bastidores ONU. Há uma sala que permite que os presidentes possam se saudar, enquanto um entra e outro sai do palco das Nações Unidas.
Como Lula e Trump falariam um após o outro, no púlpito das Nações Unidas, foi “previsto” pela delegação brasileira que o encontro pudesse ocorrer.
Houve um intervalo de quase quatro minutos entre os dois discursos e o Brasil estava disposto a promover o aperto de mão. Mas diplomatas consideram que a decisão de Trump de evitar o contato foi deliberada.
O desencontros continuaram. No chão da plenária da ONU, enquanto líderes, ministros e embaixadores tentavam caminhar entre as cadeiras, Rubio tentou se aproximar da delegação brasileira e parecia sinalizar um aperto de mão com o presidente. Mas o petista ignorou o secretário de Estado, o que levou o restante da delegação brasileira também a deixar Rubio “no vácuo”.
Oficialmente, membros do governo brasileiro garantem que não houve qualquer intenção de ignorar o americano.