PGR e PF suspeitam de adulteração ou gravação ilegal de áudio de Vorcaro para uso eleitoral

Procuradores suspeitam de gravação clandestina; PF também considera hipóteses de manipulação e uso de inteligência artificial
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Por Cleber Lourenço

Procuradores da Procuradoria-Geral da República (PGR) familiarizados com as investigações do Banco Master suspeitam que o áudio atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, divulgado pela revista Veja com acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tenha sido gravado ilegalmente na prisão para utilização durante a campanha eleitoral. A informação foi revelada em primeira mão pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo ICL Notícias.

As suspeitas também existem dentro da Polícia Federal. Segundo fontes ouvidas pelo ICL Notícias, há dúvidas sobre a origem e a autenticidade do áudio, incluindo a possibilidade de que tenha sido produzido com o uso de inteligência artificial. Caso a gravação seja verdadeira, uma das hipóteses é de que tenha sido realizada clandestinamente e divulgada com finalidade eleitoral.

Questionada sobre essas possibilidades, uma fonte da cúpula da Polícia Federal afirmou que “só uma perícia poderá dizer”.

Em nenhuma das hipóteses é descartada a possibilidade de que o próprio Vorcaro tenha participado da articulação ou autorizado a divulgação do material. Não há, porém, comprovação de adulteração, gravação clandestina ou envolvimento deliberado do banqueiro.

PF avalia perícia sobre gravação

A Polícia Federal avalia a possibilidade de instaurar um inquérito para investigar a gravação atribuída a Vorcaro. Conforme revelado pelo ICL Notícias, a abertura da investigação permitiria à corporação realizar uma perícia no material e apurar as circunstâncias em que foi produzido.

A avaliação ocorre após os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, ligados ao grupo Prerrogativas, apresentarem, nesta sexta-feira (9), uma notícia de fato à Polícia Federal solicitando perícia urgente no áudio divulgado pela Veja.

Conforme noticiado pelo ICL Notícias, os advogados apontaram suspeitas de manipulação do material e pediram providências para esclarecer sua autenticidade e eventual utilização para interferir no processo eleitoral.

A Polícia Federal confirmou oficialmente o recebimento de uma notícia-crime relacionada à publicação e informou que encaminhou o expediente à área técnica responsável pelas providências de polícia judiciária.

Em nota oficial, a corporação também esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento à instituição com o conteúdo divulgado pela revista.

Uma eventual perícia poderá verificar se o áudio corresponde a uma gravação real, se sofreu alterações ou se foi produzido artificialmente. Também poderá fornecer elementos para identificar sua origem e as circunstâncias em que foi obtido. Até o momento, a PF não anunciou uma conclusão técnica sobre o material.

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