Polícia rastreia Pix de mulher que fingia ser criança de 12 anos para aplicar golpe

Investigadores tentam identificar quem recebeu transferências via Pix indicadas pela suspeita durante o golpe aplicado contra uma família em Joinville
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A Polícia Civil de Santa Catarina expandiu as investigações sobre o caso da mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville (SC). Agora, os agentes rastreiam movimentações financeiras realizadas por meio do Pix para identificar possíveis cúmplices e o destino do dinheiro envolvido no golpe.

Segundo a polícia, a suspeita viveu por cerca de 14 meses com a família, usando uma identidade falsa e alegando ter fugido de maus-tratos no Pará. Durante o período, ela teria solicitado transferências via Pix em nome de terceiros, o que levantou suspeitas sobre a participação de outras pessoas no esquema.

“A comunidade [religiosa] a acolheu por duas noites e ela ficou amiga dessa família. Daí, simulou uma fuga. Ela meio que fugiu, ficou duas, três semanas fora dizendo que estava numa outra cidade, mas mesmo assim mantinha contato via WhatsApp com a família. Nesse tempo, pedia dinheiro para a família. Aí, um belo dia, [disse] ‘ó, quero voltar com vocês’. A família pagou o transporte para Joinville e ela começou a morar com eles”, disse Rodrigo Bueno Gusso, delegado responsável pelo caso.

A polícia não informou onde a mulher esteve nesse período de três semanas nem como ela pedia dinheiro à família.

“Temos informação de que ela indicava conta de outras pessoas para receber dinheiro da família via PIX, conta de terceiros. Isso antes, isso lá no início, no início do ano passado. Então, a gente vai tentar identificar quem são esses terceiros”, confirma o delegado.

Ainda segundo o delegado, Amanda não solicitou novas quantias em dinheiro durante os 14 meses em que permaneceu com a família. Ainda assim, os moradores arcaram com despesas de alimentação, moradia e medicamentos.

redes sociais
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A mulher foi presa em Joinville pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Em depoimento, ela confessou a fraude. Os investigadores afirmam que ela já possui histórico de golpes semelhantes em outros estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

De acordo com a investigação, a suspeita mantinha um comportamento infantilizado para sustentar a farsa, utilizando objetos associados à infância como chupetas e mamadeiras e alegando condições de saúde que justificariam sua aparência física madura. A polícia busca agora identificar quem recebeu os valores transferidos e se houve divisão dos recursos obtidos com o golpe.

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