Previsão do tempo: semana será marcada por frente fria e risco de chuva intensa

Instabilidades devem provocar volumes elevados de chuva no Sudeste e temporais em várias regiões do país ao longo da semana
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A previsão do tempo para a semana entre segunda-feira (9) e sexta-feira (13) indica chuva em diversas regiões do Brasil. A atuação de sistemas de baixa pressão, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste e a influência da Zona de Convergência Intertropical no Norte e Nordeste devem intensificar as instabilidades. Em alguns estados, os acumulados de precipitação podem ultrapassar 200 milímetros, aumentando o risco de alagamentos e transtornos.

Sul

Na Região Sul, a segunda-feira começa com chuva fraca no litoral do Paraná e de Santa Catarina, além da Serra Gaúcha. Também há previsão de precipitação no sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul.

Ao longo do dia, um cavado associado a uma área de baixa pressão no Paraguai reforça as pancadas de chuva na metade oeste dos três estados, com possibilidade de trovoadas e temporais isolados.

No Paraná, a chuva tende a persistir no litoral e no noroeste do estado. Já no norte e no leste paranaense, os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros ao longo da semana, com risco de alagamentos em áreas urbanas, incluindo a capital Curitiba.

Nas demais áreas da região, são esperadas pancadas típicas de verão, com volumes entre 20 e 30 milímetros. As temperaturas máximas podem ultrapassar os 30 °C.

Sudeste

No Sudeste, a chuva começa mais intensa no noroeste de São Paulo e em áreas do Triângulo Mineiro e do interior de Minas Gerais.

Uma frente fria avança pela costa da região e deve alcançar o litoral do Espírito Santo durante a noite. O sistema mantém chuva moderada a forte no litoral, especialmente entre o Rio de Janeiro e o sul capixaba.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com risco de temporais.

Os acumulados podem superar 200 milímetros em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e do sul de Minas Gerais. Há risco de alagamentos e deslizamentos de terra, principalmente no litoral paulista, no litoral fluminense e na Zona da Mata mineira. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro também podem registrar pontos de alagamento.

previsão, chuva
Clima muda drasticamente para esta semana, com chuvas e frio dominando o país (Foto: Agência Brasil)

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva ocorre desde o início do dia no norte e noroeste de Mato Grosso e no centro e sudeste de Mato Grosso do Sul.

A área de baixa pressão localizada no Paraguai aumenta as instabilidades no oeste sul-mato-grossense. Ao longo do dia, a chuva tende a se intensificar em grande parte de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul, leste e sudeste de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros nos próximos dias, o que pode provocar interrupções em operações no campo.

Em Mato Grosso e Goiás, os volumes previstos ficam próximos de 50 milímetros no início da semana, o que pode atrasar a colheita da soja e o plantio do milho de segunda safra.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical reforça as chuvas no litoral norte da região, especialmente entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Durante a tarde, as pancadas podem se intensificar no norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará, além do oeste de Pernambuco, com possibilidade de temporais.

Nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, a previsão é de tempo mais seco, com temperaturas que podem ultrapassar 34 °C ao longo da semana.

Nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, os volumes de chuva previstos ficam em torno de 50 milímetros.

Norte

Na Região Norte, a chuva ocorre em grande parte de Roraima, no oeste e interior do Pará e em áreas do Amazonas.

As pancadas devem se intensificar ao longo do dia no Amazonas, Acre, Rondônia e Amapá, com possibilidade de temporais isolados.

Os acumulados previstos para a semana variam entre 40 e 60 milímetros. Em Roraima, o retorno da umidade deve reduzir o risco de focos de incêndio. Já no Tocantins, o menor volume de chuva pode favorecer o avanço da colheita da soja.

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