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A jornalista Cleide Klock esteve no endereço ligado à produção de Dark Horse, filme inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, e acabou encontrando Ryan Queen, presidente da Damascus Road Productions e apresentado como produtor criativo do longa. A repórter relatou os bastidores da conversa no ICL Notícias 2, nesta segunda-feira (18).

Segundo Cleide, ela retornou ao local após a repercussão das reportagens sobre o filme e conseguiu falar diretamente com Queen, que teria visto a publicação anterior feita pelo veículo e demonstrado incômodo com o caso.

“Para minha surpresa foi o Ryan quem abriu a porta e estava aparentemente esperando pela gente, porque ele viu a nossa reportagem e deixou claro que não gostou”, contou a jornalista durante o programa.

De acordo com Cleide, Queen conversou com ela por cerca de 10 a 15 minutos, mas não aceitou gravar entrevista. Ainda assim, respondeu perguntas sobre a produção e tentou minimizar sua relação com o projeto.

O produtor afirmou à jornalista que a Damascus Road Productions não foi formalmente contratada para o filme. Ele disse ter participado como pessoa física, exercendo a função de “produtor criativo”, responsável por fazer a ponte entre direção, elenco e construção narrativa.

Queen também tentou explicar por que o endereço ligado à empresa apareceu associado à produção de Dark Horse. Conforme relatado por Cleide, ele afirmou que o local teria sido usado apenas para reuniões relacionadas ao filme e disse que a equipe possui outros endereços nos Estados Unidos e no Brasil.

Durante a conversa, o produtor disse não acompanha a política brasileira. Segundo a repórter, ele afirmou não conhecer detalhes sobre o cenário político do país, disse não saber quem são pessoas ligadas ao Banco Master e alegou que seu interesse no longa era exclusivamente narrativo.

“Ele repetiu várias vezes: ‘não tenho nenhum interesse na política brasileira, eu tenho interesse em histórias’”, relatou Cleide.

Ainda segundo a jornalista, Queen descreveu Dark Horse como um “thriller político” sobre “um candidato improvável” que consegue chegar à presidência. Ele também afirmou que o filme termina na vitória eleitoral de Bolsonaro e que a produção está atualmente em fase de pós-produção.

Cleide relatou ainda que o produtor disse ter sido surpreendido pela repercussão do caso no Brasil. Queen contou que acordou com mais de 1.200 mensagens no Instagram após compartilhar uma reportagem da revista Deadline sobre o filme.

“Ele disse que a vida dele meio que bagunçou nos últimos dias”, afirmou a jornalista no programa.

Cleide afirmou que o local fica em Westlake, na região de Los Angeles, e funciona em um complexo comercial com dezenas de salas e pequenos negócios.

Além da conversa com Queen, a jornalista revelou ter ouvido um ator brasileiro convidado para fazer teste para o papel de Flávio Bolsonaro. Segundo o relato, o roteiro descreve o personagem como o filho que “assume o controle e cuida de todos”, incluindo Michelle Bolsonaro durante a internação do ex-presidente. O ator brasileiro, no entanto, não aceitou participar do projeto por questões políticas e ideológicas.

Confira mais detalhes no VT:

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