Quaest: Tarcísio tem 44%, contra 24% de Haddad, e poderia vencer em 1º turno em SP

Simulação desta terça é a penúltima publicada pelo instituto Quaest antes da votação de domingo (4)
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Por Marina Costa e Arthur Guimarães de Oliveira

(Folhapress) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 44% das intenções de voto no primeiro turno das eleições para o Governo de São Paulo, ante 24% de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29).

No levantamento da última quarta-feira (23), o titular do Palácio dos Bandeirantes marcou os mesmos 44%, e o ex-prefeito de São Paulo, 27%. A simulação desta terça é a penúltima publicada pela Quaest antes da votação de domingo (4) —a próxima rodada será divulgada pelo instituto no sábado (3).

Somados, outros candidatos têm 4%: Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes têm 1% cada um.

Os dados de votos válidos não foram divulgados, mas a pesquisa aponta para uma definição em primeiro turno, segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes. “A soma das alternativas é menor do que o primeiro colocado nesse caso da pesquisa, sugerindo que a gente então teria eleição decidida em São Paulo no primeiro turno”, disse ele à Globonews.

Indecisos são 16%, e 12% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão às urnas.

Na projeção de segundo turno, Tarcísio registra 49%, e Haddad, 29% —eles tinham, respectivamente, 49% e 30% na semana passada.

Foram entrevistados 1.800 eleitores com 16 anos ou mais residentes no estado de São Paulo entre sexta-feira (25) e segunda-feira (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código SP-01590/2026.

Tarcísio é apoiado por Flávio Bolsonaro (PL) e apoia o senador na disputa à Presidência da República. Na última quarta, o atual governador afirmou que quer ver Flávio subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.

O candidato à reeleição em São Paulo lidera também na pesquisa Datafolha mais recente, que o apontou com mais da metade dos votos válidos (56%), que excluem brancos e nulos, contra 34% de Haddad.

Tarcísio afirma que, se sair vitorioso no primeiro turno, está disposto a ajudar na campanha presidencial no segundo turno, além de apoiar candidatos de direita em outros estados, como Sergio Moro (PL) no Paraná e Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais.

Haddad é apoiado por Lula (PT) e apoia a reeleição do presidente. Na propaganda eleitoral na TV, o ex-ministro tem pedido que os eleitores deixam de lado “paixões políticas” como tentativa de enfrentar a alta rejeição entre o eleitorado paulista.

No último fim de semana, a campanha de Haddad obteve 11 decisões favoráveis da Justiça Eleitoral determinando a retirada de publicações impulsionadas por bolsonaristas contra ele e o presidente Lula.

Alguns dos alvos das ações são o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), que tenta a reeleição e foi apontado por divulgar fake news contra Lula e Haddad, e Marina Helena (Novo), também candidata à Câmara dos Deputados.

Senado

A Quaest também analisou as intenções de voto para o Senado. Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, marca 18%, ante 16% na pesquisa anterior.

As ex-ministras Marina Silva (Rede Sustentabilidade), do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento, têm 15% cada uma —tinham 13% e 12%, respectivamente, na última rodada.

O deputado estadual André do Prado (PL) aparece com 12% (tinha 8%). Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, registra 3%. O postulante do Novo, no entanto, desistiu da candidatura ao Senado na segunda-feira (28) e declarou apoio a Derrite e Prado.

Salles atacou o concorrente do PL menos de duas semanas atrás, durante o debate promovido pela Band, acusando-o de ter apoiado o PT no passado. “Você quer enganar o eleitor da direita fingindo que é bolsonarista”, disse.

Agora, Salles afirmou, no anúncio de sua desistência, que “o momento é tão grave que diferenças tem que ser deixadas de lado”.

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