ouça este conteúdo
|
readme
|
Por Carlos Villela
(Folhapress) – A mulher presa neste domingo (5) suspeita de ter envenenado o bolo que causou três mortes em Torres, no litoral do Rio Grande do Sul, realizou pesquisas sobre arsênio em seu celular semanas antes do caso.
Dados extraídos do telefone de Deise Moura dos Anjos, 42, apontam registros de buscas feitas em sistemas de pesquisa online por arsênio e substâncias similares. De acordo com informações do Tribunal de Justiça, a pesquisa também foi realizada no Google Shopping, um serviço de busca de produtos.
Deise é nora de Zeli dos Anjos, a cozinheira que preparou o bolo e que segue hospitalizada em condição estável. O caso é tratado como homicídio doloso (com intenção de matar), motivado por desavenças de Deise com Zeli.
Em nota, a defesa de Deise disse que somente se pronunciará após ter acesso integral às investigações em andamento.
Morreram duas irmãs de Zeli: Maida Berenice Flores da Silva, 59, e Neuza Denize Silva dos Anjos, 65, além de Tatiana Denize Silva dos Anjos, 47, filha de Neuza.

As vítimas do envenenamento.
Envenenamento
Os agentes informaram ter identificado a fonte do envenenamento do bolo em uma farinha contaminada com arsênio, encontrada em uma residência na cidade de Arroio do Sal.
“O pedido de prisão não foi feito só com base em desarmonia familiar. Temos indícios bem concretos de que foi ela quem tomou as providências e contaminou a farinha para que o bolo fosse envenenado”, afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Sandro Caron, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), na delegacia de Capão da Canoa.
“Temos elementos somados ao que a perícia também, por outro caminho, confirmou exatamente aquilo que a Polícia Civil já havia obtido no primeiro momento”, completou.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga se a suspeita tinha como alvo apenas a sogra ou outros membros da família.
Deise teve a prisão preventiva (sem prazo) decretada por 30 dias. A defesa da suspeita informou que aguarda acesso às investigações. O caso é tratado como triplo homicídio duplamente qualificado, em razão do uso de veneno e do motivo fútil.
A polícia também irá investigar a morte do marido de Zeli, ocorrida em setembro e inicialmente atribuída a uma intoxicação alimentar, devido à possível conexão com o caso. O corpo do homem será exumado nesta semana para verificar a presença de indícios de envenenamento em seu organismo.
Relacionados
Onda de calor causa fechamento de escolas em cinco municípios do RS
Em Pelotas, Rio Grande, São José do Norte, Turuçu e Capão do Leão aula só serão retomadas na segunda-feira (10)
Povo de terreiro do RS, maior do país, reclama de abandono pelo poder público
Governo estadual afirma ter disponibilizado recursos para os terreiros atingidos pelas chuvas
UFRGS proíbe aluno com suástica pintada no rosto de participar de formatura
Universidade afirma que vai registrar boletim de ocorrência na Polícia Federal e avaliar medidas administrativas