O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que falará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “em algum momento, mas não agora” sobre as tarifas de importação a produtos brasileiros anunciadas nesta semana. Na última quarta-feira (9), o republicano chegou a enviar uma carta para Lula anunciando a medida, que deve entrar em vigor em 1º de agosto.
“Talvez em algum momento, mas não agora”, afirmou Trump. “Ele está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta”, continuou. “Eu o conheço bem, já negociei com ele e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, disse o republicano. A informação é do G1.
Tarifas de Trump
O anúncio de Trump sobre o aumento da tarifa aos produtos brasileiros veio logo após o fim da cúpula do Brics, grupo do qual a China também faz parte, no Rio de Janeiro. Dois dias antes, o presidente norte-americano também ameaçou os países do Brics com um novo tarifaço.
No anúncio do tarifaço ao Brasil, Trump também citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). (veja a íntegra do documento)
Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

China critica tarifas contra o Brasil
O Ministério das Relações Exteriores da China criticou, nesta sexta-feira (11), a tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foi a primeira manifestação de Pequim sobre o tema.
“A igualdade de soberania e a não-intervenção em assuntos domésticos são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais”, disse a porta-voz do ministério, Mao Ning.
“Tarifas não deveriam ser uma ferramenta de coerção, intimidação ou interferência”, completou a porta-voz, ao ser questionada por uma repórter sobre o que achava da tarifa de 50% a produtos brasileiros que entraram nos EUA anunciada por Trump.