Trump sugere que guerra irá se prolongar e Pentágono manda reforços

Presidente sugeriu que operação pode ir além das cinco semanas previstas; Pentágono manda reforços para a região
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Recebido num salão da Casa Branca por uma oração e banda militar, Donald Trump admitiu que a operação no Irã poderá durar mais do que havia sido planejado. Em sua primeira aparição pública desde o início dos ataques, nesta segunda-feira, ele misturou ironias sobre sua esposa, ataques contra a imprensa, auto-elogios sobre as obras de um salão de festa e comentários sobre Teerã.

Trump disse que o ataque poderia durar “de quatro a cinco semanas”, mas alertou que “temos capacidade para ir muito mais longe do que isso”. Sua declaração foi feita horas depois de o Pentágono anunciar que estará reforçando os batalhões americanos na região e avisar que os objetivos não serão atingidos “da noite para o dia”.

Embora Trump tenha apresentado argumentos contraditórios aos longos das últimas semanas para sua guerra contra o Irã, ele afirmou nesta segunda-feira que o programa de mísseis balísticos do regime estava crescendo “rápida e drasticamente, e isso representava uma ameaça clara e colossal para os Estados Unidos e nossas forças estacionadas no exterior”.

Ele insistiu que precisava “eliminar as ameaças do regime terrorista”.

“Depois de acabar com o programa nuclear deles, em junho, avisamos que não reconstruíssem em outros lugares. Mas eles ignoraram nossos alertas e continuaram a construir um programa nuclear”, disse o presidente, que qualificou o governo iraniano de “doente e sinistro”.

“Além disso, eles continuaram a construir mísseis balístico”, disse. Trump indicou que eles poderiam atingir a Europa e, em breve, os EUA. Essas armas seriam construídas para blindar a construção de ogivas nucleares.  “Isso seria uma ameaça intolerável”, afirmou.

O problema é que sua declaração contradiz ao relatório da Agência de Inteligência de Defesa. De acordo com o informe, o Irã não seria capaz de construir mísseis capazes de atingir os Estados Unidos por cerca de uma década, e não havia tomado nenhuma decisão para começar a desenvolvê-los.

Uma avaliação da Agência de Inteligência é de 2025 e afirmou que o Irã poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental “militarmente viável” até 2035, “caso Teerã decida investir nessa capacidade”.

O texto ainda diz que o Irã possui o maior arsenal de mísseis balísticos do Oriente Médio. Mas esses mísseis têm um alcance de 2.000 km, o que, segundo autoridades iranianas, é suficiente para proteger o país, já que podem atingir Israel.

Mudança de regime ainda na agenda?

Em seu discurso, Trump apresentou os objetivos da guerra:

  • Destruir as capacidades de mísseis do Irã
  • Aniquilar a Marinha iraniana
  • Impedir que o Irã obtenha armas nucleares
  • Garantir que o regime iraniano não possa financiar grupos armados regionais.

Pela primeira vez, porém, não houve qualquer referência a derrubar o governo iraniano.

Pete Hegseth, secretário da Guerra, pediu que a população iraniana assuma a tarefa de derrubar o governo. Mas ponderou:

“Esta não é uma guerra para mudança de regime, mas o regime certamente mudou”. A declaração foi interpretada por muitos como um reflexo das mudanças nos objetivos da guerra ao longo dos últimos dias.

 

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