Mulher pede ‘socorro’ em prontuário médico e marido é preso em flagrante

Enfermeira percebeu a mensagem durante atendimento em hospital de Ibiporã (PR) e acionou a polícia; vítima tinha marcas de agressão pelo corpo
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Uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda durante um atendimento médico em Ibiporã, no norte do Paraná. A vítima escreveu “Por favor, não deixe meu marido entrar na consulta. Socorro…” em seu prontuário enquanto era atendida no pronto-socorro do Hospital Cristo Rei. O marido, apontado como agressor, a acompanhava e aguardava na recepção da unidade.

Mulher escreve pedido de ajuda em prontuário médico no PRImagem: Reprodução/Polícia Civil do Paraná
Mulher escreve pedido de ajuda em prontuário médico no PR – Imagem: Reprodução/Polícia Civil do Paraná

A mensagem foi percebida por uma enfermeira, que alertou a equipe médica do hospital e acionou a polícia. A mulher havia chegado ao pronto-socorro com marcas de agressões pelo corpo.

Segundo o relato da vítima, ela também havia sido ameaçada de morte pelo marido antes do atendimento. Ainda de acordo com as informações, o homem teria adotado outras formas de violência e tortura contra a mulher durante a madrugada, quando a molhou e a obrigou a dormir em frente a um ventilador.

Após ser acionada pela equipe médica, a polícia foi até o hospital e prendeu o homem em flagrante. Ele permanece à disposição da Justiça.

Peça ajuda em casos de violência

Em situações de emergência, a Guarda Civil Municipal de Cabo Frio pode ser acionada pelo telefone 153, disponível 24 horas. Caso sua cidade não tenha um serviço similar à Patrulha Maria da Penha, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar. O Ligue 180, serviço do Governo Federal, também recebe denúncias e orienta mulheres em situação de violência, com atendimento gratuito e funcionamento 24 horas.

Em casos nos quais a vítima não consiga falar, é importante buscar formas alternativas de comunicação e, se possível, enviar mensagens a alguém de confiança que possa acionar as autoridades.

Denúncias de violações de direitos humanos também podem ser feitas pelo Disque 100.

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