Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, tem anunciado a pessoas próximas que deve ser ministro da Justiça se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele atualmente é presidente do PL na região de Atibaia e Bragança Paulista e vai disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de 2026.
Desde que o senador anunciou que foi escolhido por Jair Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa, Wassef voltou a se reaproximar de Flávio, o que preocupa interlocutores do ex-presidente e integrantes da legenda. Procurado, o senador não retornou à coluna.
O advogado coleciona uma série de polêmicas, problemas e envolvimento em investigações. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, foi encontrado e preso no sítio de Wassef em Atibaia em meio às investigações sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).
Além disso, em março de 2023, ele foi até os EUA recomprar um Rolex de ouro branco, presenteado à presidência da República, vendido ilegalmente pelo tenente-coronel Mauro Cid a pedido de Bolsonaro. O valor pago pelo advogado foi de U$ 49 mil.
Ao ser investigado no caso, Wassef disse para a PF que fez a recompra a pedido do advogado Fabio Wajngarten. Wassef ainda afirmou para a PF que entregou o relógio em Miami para alguém apontado por Wajngarten. No entanto, no fim do ano passado, em meio a um processo movido por Edvaldo Oliveira, ex-aliado de Wassef, surgiram mensagens entre os dois nas quais Oliveira afirma que Wassef mentiu para as autoridades. Oliveira chegou a dizer a Wassef: “Lembra quando voltou dos EUA e estava com o Rolex Lembra que sei de detalhes de sua invenção para foder o Fábio Wajngarten (sic)?”
A Polícia Federal indiciou, em 4 de julho de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas na investigação sobre a venda ilegal de joias sauditas do acervo presidencial. A PF apontou evidências de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Entre os indiciados, estão Cid, Wassef e Wajngarten. Até o momento, a PGR não fechou o caso.