Mercados sobem com alívio no petróleo e à espera do payroll nos EUA

No Brasil, destaques são indicadores industriais e repercussão de dados da Petrobras e Embraer
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Os mercados iniciam esta sexta-feira (6) com viés positivo no exterior. Os índices futuros de Nova York avançam, refletindo os esforços dos Estados Unidos para mitigar o impacto da alta do petróleo associada à guerra no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego dos EUA (payroll), indicador-chave para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense.

Na avaliação de analistas, a economia norte-americana deve ter criado 59 mil vagas em fevereiro, após geração de 130 mil empregos em janeiro, enquanto a taxa de desemprego tende a permanecer estável em 4,3%.

No Brasil, a agenda econômica concentra a atenção nos dados da indústria. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Industrial Mensal, com expectativa de alta de 0,6% na produção em janeiro. Mais cedo, a FGV publica o IGP-DI de fevereiro, com projeção de recuo de 0,62% na comparação mensal.

Além da agenda macroeconômica, o noticiário corporativo também movimenta os mercados. Após a divulgação do balanço da Petrobras na véspera, investidores acompanham a teleconferência de resultados da companhia. Ao longo do dia, também é esperado o balanço da Embraer. No campo político, ainda há expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial.

Brasil

A intensificação do conflito no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados na quinta-feira (5) e levou o Ibovespa a uma queda expressiva. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 2,64%, aos 180.463,84 pontos, uma perda de 4.902,60 pontos no pregão.

No câmbio, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 1,32%, cotado a R$ 5,2870, refletindo o aumento da aversão global ao risco.

O movimento acompanhou a retração da maioria dos índices de Nova York, em meio às preocupações com a escalada militar direta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os ataques conjuntos iniciados no último fim de semana, que atingiram alvos estratégicos em Teerã, mantêm os investidores em alerta.

Europa

As bolsas europeias operam em movimento positivo, repercutindo a desaceleração nos preços do petróleo. No entanto, os agentes seguem de olho no conflito no Oriente Médio, que já dura sete dias e continua a escalar.

STOXX 600: +0,25%
DAX (Alemanha): +0,64%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%
CAC 40 (França): +0,39%
FTSE MIB (Itália): +0,35%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York avançam hoje, enquanto os agentes repercutem a decisão de um juiz federal sobre as tarifas do presidente Donald Trump. O magistrado determinou que seu governo deve iniciar o processo de reembolso de até US$ 130 bilhões em tarifas que foram anuladas pela Suprema Corte.

Dow Jones Futuro: +0,08%
S&P 500 Futuro: +0,02%
Nasdaq Futuro: +0,06%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam mistas, enquanto as preocupações com o petróleo em decorrência do conflito no Irã manteve os investidores apreensivos.

Shanghai SE (China), +0,38%
Nikkei (Japão): +0,62%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,72%
Nifty 50 (Índia): -0,78%
ASX 200 (Austrália): -1,00%

Petróleo

O petróleo opera em alta, apesar do leve recuo, o que animou os mercados hoje. O governo dos EUA considera intervir no mercado futuro para conter a alta dos preços e conceder isenções às refinarias indianas para comprar petróleo russo, a fim de aliviar as restrições de oferta decorrentes da guerra no Oriente Médio.

Petróleo WTI, +0,62%, a US$ 81,51 o barril
Petróleo Brent, +0,56%, a US$ 85,82 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de criação de vagas (payroll) de fevereiro e a taxa de desemprego, além das vendas no varejo de janeiro e estoques empresariais de dezembro.

Na zona do euro, é aguardado o PIB do 4º trimestre, com previsão de alta de 0,3%.

Por aqui, no Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse na quinta-feira que, diante da aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia pelo Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará a ratificação do texto, levando a uma vigência provisória a partir de maio. Em entrevista à imprensa, Alckmin disse que o país poderá dar resposta rápida em caso de situações excepcionais com o decreto editado nesta semana para regulamentar a aplicação de salvaguardas para proteger setores se efeitos de acordos comerciais gerarem prejuízo relevante.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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