Os índices futuros de Nova York começaram a semana em alta nesta segunda-feira (16), enquanto os preços do petróleo reduziram parte da valorização registrada no início do dia. O movimento ocorre em meio a sinais de possível redução das tensões no Oriente Médio e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou estar pressionando aliados para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, Washington também mantém conversas com o governo do Irã, o que ajudou a acalmar parte do mercado financeiro.
O clima de maior tranquilidade entre investidores também foi influenciado por declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Ele afirmou que o estreito não estaria totalmente bloqueado, mas apenas para embarcações consideradas “inimigas”.
A informação ganhou força após dois petroleiros que transportavam gás liquefeito de petróleo com destino à Índia conseguirem atravessar a região, indicando que o fluxo marítimo não está completamente interrompido.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do comércio global de energia e concentra uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo.
Além das tensões geopolíticas e da volatilidade no mercado de petróleo, os investidores monitoram outros eventos importantes nesta semana.
Entre eles está a conferência Nvidia GTC, organizada pela fabricante de chips Nvidia, que costuma trazer anúncios relevantes sobre inteligência artificial e tecnologia.
Outro destaque é a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que realizará seu segundo encontro de política monetária do ano. Apesar disso, analistas avaliam que não devem ocorrer mudanças nas taxas de juros neste momento.
Estados Unidos
A abertura positiva dos futuros ocorre após um período de perdas no mercado americano. Na última sexta-feira, o S&P 500 registrou sua terceira semana consecutiva de queda e terminou no nível mais baixo do ano.
No acumulado da semana passada:
S&P 500: queda de 1,6%
Dow Jones: recuo de cerca de 2%
Nasdaq: baixa de 1,3%
Petróleo segue acima de US$ 100
Mesmo com alguma redução no ritmo de alta nesta segunda-feira, os preços do petróleo continuam elevados. Na semana passada, o Brent superou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022.
A valorização foi impulsionada pela paralisação parcial do tráfego no Estreito de Ormuz desde o início da guerra na região, aumentando o temor de interrupções no fornecimento global de energia.
Desempenho dos mercados futuros dos EUA
No início das negociações:
Dow Jones Futuro: +0,40%
S&P 500 Futuro: +0,56%
Nasdaq Futuro: +0,60%
Ásia
Na região da Ásia-Pacífico, os mercados encerraram o pregão de forma mista, com investidores avaliando tanto os preços elevados do petróleo quanto os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Principais índices da região:
Xangai (China): -0,26%
Nikkei (Japão): -0,13%
Hang Seng (Hong Kong): +1,45%
Nifty 50 (Índia): -0,19%
ASX 200 (Austrália): -0,39%
Europa
Nos mercados europeus, os principais índices apresentavam leve valorização, mesmo com a instabilidade geopolítica e os preços elevados da energia.
Investidores também acompanham nesta semana decisões de política monetária de dois importantes bancos centrais: Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE).
Apesar disso, a escalada do conflito no Oriente Médio reduziu as expectativas de mudanças nas taxas de juros no curto prazo.
Desempenho das bolsas europeias:
STOXX 600: +0,05%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,34%
DAX (Alemanha): -0,03%
CAC 40 (França): -0,05%
FTSE MIB (Itália): -0,35%
Petróleo
O mercado de commodities também permanece sensível ao cenário geopolítico. Os preços do petróleo voltaram a subir após um novo ataque ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, localizado próximo ao Estreito de Ormuz.
Petróleo WTI: +1,80%, a US$ 100,49 por barril
Petróleo Brent: +2,70%, a US$ 105,92 por barril
Agenda
A sessão desta segunda-feira (16) começa com a divulgação de novos dados econômicos relevantes. No Brasil, saem a pesquisa Focus, com projeções atualizadas para a economia, e o IBC-Br de janeiro, indicador considerado uma prévia do PIB. Nos Estados Unidos, será publicado o índice de produção industrial.
No mercado corporativo, continuam sendo divulgados os resultados do quarto trimestre, com destaque para Itaú e Sabesp. Ao longo da semana também devem apresentar balanços empresas como Marfrig, PetroReconcavo e Cemig. No exterior, investidores acompanham ainda a conferência Nvidia GTC, promovida pela fabricante de chips Nvidia.
A semana também será marcada por eventos políticos e decisões de política monetária. O governo deve anunciar as regras do Imposto de Renda 2026, enquanto são esperadas decisões de juros do Copom no Brasil e do Federal Reserve (Fed) nos EUA na quarta-feira. A expectativa do mercado é de corte da Selic pelo Banco Central brasileiro e manutenção dos juros americanos em 3,75%.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Brasília com reuniões no Palácio do Planalto e encontro com o presidente da Bolívia.