Os mercados globais operam com viés positivo nesta quarta-feira (25), refletindo um otimismo cauteloso em torno da possível redução das tensões no Oriente Médio. Os índices futuros de Nova York avançam, enquanto o petróleo recua diante de sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã.
Em declaração na terça-feira (24), o presidente Donald Trump afirmou que os países estão em negociações e indicou abertura do governo iraniano para um acordo, o que levou a um arrefecimento das preocupações com a oferta global de energia. O barril do petróleo tipo Brent cai hoje cerca de 5%, a US$ 98,60, movimento que sustenta ganhos em bolsas asiáticas ao aliviar expectativas de inflação e de aperto monetário.
Ainda assim, persiste a cautela em relação ao Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo de petróleo, que segue com restrições operacionais.
Segundo reportagem do jornalista Jamil Chade no site ICL Notícias, o governo iraniano ironizou as declarações de Trump de que Teerã estaria desesperada para fechar um acordo para encerrar a guerra.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, atacou a “autoproclamada superpotência global” e alertou: “não chamem sua derrota de acordo”. “O nível do seu conflito interno chegou ao ponto em que vocês estão negociando entre si?”, questionou.
No Brasil, a agenda econômica do dia traz a divulgação do índice de Confiança do Consumidor de março, o fluxo cambial da última semana e os números de fevereiro da dívida pública.
Também está no radar hoje a paralisação de transportadores autônomos no Porto de Santos, que pode gerar impactos logísticos no curto prazo.
Brasil
O Ibovespa teve uma sessão marcada pela volatilidade na terça-feira (24), alternando perdas mais acentuadas e ganhos moderados ao longo do dia. Ao final, o índice fechou em leve alta de 0,32%, aos 182.509 pontos, refletindo um ambiente ainda dominado por incertezas externas.
O movimento foi acompanhado por alta do dólar, que subiu 0,27%, a R$ 5,25, enquanto os juros futuros encerraram sem direção única. O cenário revela um mercado sensível ao noticiário internacional, especialmente às tensões no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.
Europa
Os mercados europeus operam no campo positivo, com os agentes repercutindo o possível acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
STOXX 600: +1,40%
DAX (Alemanha): +1,82%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,93%
CAC 40 (França): +1,47%
FTSE MIB (Itália): +1,59%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York sobem hoje, após a notícia de um possível fim do conflito entre EUA e Irã.
Dow Jones Futuro: +0,96%
S&P 500 Futuro: +0,93%
Nasdaq Futuro: +1,09%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em alta, na contramão de Wall Street, que fechou em baixa generalizada na véspera, repercutindo as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre negociações de um possível cessar-fogo com o Irã.
Shanghai SE (China), +1,30%
Nikkei (Japão): +2,87%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,09%
Nifty 50 (Índia): +2,27%
ASX 200 (Austrália): +1,85%
Petróleo
Os futuros do petróleo caem ao longo da sessão, refletindo a notícia de um possível cessar-fogo entre EUA e Irã.
Petróleo WTI, -5,50%, a US$ 87,46 o barril
Petróleo Brent, -5,61%, a US$ 98,51 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada de dados importantes hoje.
Por aqui, no Brasil, transportadores autônomos de cargas que atuam no Porto de Santos iniciariam uma paralisação das atividades por 24 horas a partir das 8h desta quarta-feira (25). A mobilização foi convocada pelo Sindgran, que reúne caminhoneiros de Santos, Guarujá e Cubatão, e deve concentrar cerca de 5 mil participantes no Pátio Regulador de Cubatão. O protesto tem como foco a cobrança pelo uso dos pátios reguladores, exigida como condição para acesso às operações portuárias. A categoria contesta o modelo e afirma que o custo tem impactado diretamente a renda dos trabalhadores.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg