O Ibovespa encerrou a sexta-feira (17) em baixa de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, acumulando a terceira queda consecutiva e fechando a semana com perda de 0,81%, após três semanas de ganhos. Já o dólar comercial recuou 0,19%, cotado a R$ 4,983, depois de chegar à mínima de R$ 4,950 ao longo do dia. Os juros futuros também cederam em toda a curva.
A sessão começou em tom positivo, com o índice chegando perto de 1% de alta e máxima de 198.665 pontos, impulsionado por expectativas favoráveis no exterior. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do dia, revertendo o otimismo inicial.
A mudança de direção foi influenciada por fatores geopolíticos e financeiros, com destaque para a confirmação de que o Estreito de Ormuz permaneceu aberto durante o cessar-fogo no Oriente Médio. A notícia derrubou os preços do petróleo em cerca de 10%, afetando diretamente as ações de petroleiras e o desempenho do índice.
Ações do dia
As petroleiras lideraram as perdas, acompanhando a queda da commodity. Petrobras recuou 4,86%, após chegar a cair mais de 8%, enquanto PRIO caiu 4,03%. PetroRecôncavo perdeu 4,12% e Brava cedeu 6,28%.
Por outro lado, a Vale ajudou a limitar perdas, avançando 2,64% após divulgar dados de produção considerados robustos para o primeiro trimestre, com crescimento anual em todas as linhas.
Entre os bancos, o desempenho foi positivo e contribuiu para amenizar a pressão negativa: Banco do Brasil subiu 0,49%, Bradesco avançou 1,97% e Santander ganhou 0,45%. Já Itaú Unibanco recuou 0,38%, enquanto a B3 caiu 1,77%.
Mercado externo
O cenário externo também seguiu no radar, com declarações políticas e expectativas de novos desdobramentos nas negociações envolvendo o Oriente Médio influenciando o humor dos mercados.
Em Nova York, os investidores foram às compras de ativos, retirando recursos de emergentes como o Brasil. Com isso, os principais índices em Wall Street bateram recordes históricos. As Bolsas europeias também fecharam no azul.
O Dow Jones subiu 1,79% no dia e +3,20% na semana; o S&P 500, +1,20% e 4,53%, respectivamente; e o Nasdaq, +1,52% e 6,84%.