O homem que foi preso após a ex-companheira fazer o sinal universal de socorro e receber ajuda de testemunhas em Pitanga, na região central do Paraná, invadiu a casa da vítima e a agrediu com socos, chutes e com um cabo de vassoura. Depois, ele obrigou a mulher a acompanhá-lo até a casa do atual namorado dela para “tirar satisfação”.
Durante o trajeto, a vítima fez o sinal universal de socorro, gesto usado de forma silenciosa por pessoas em situação de perigo. Testemunhas que passavam de carro perceberam o pedido e pararam para ajudá-la. A mulher pediu que a polícia fosse chamada e foi levada até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga.
O homem foi preso na tarde de segunda-feira (3). Segundo a Polícia Militar, ele alegou que houve uma discussão e afirmou que as agressões foram mútuas. A vítima foi encaminhada a um hospital para atendimento médico.
A abordagem das testemunhas foi registrada por câmeras de segurança.
Homem foi solto após audiência de custódia
Na terça-feira (4), porém, a Justiça determinou a soltura do homem após audiência de custódia, a pedido do Ministério Público. Ele não precisou pagar fiança, mas ficou sujeito a medidas cautelares.
O Ministério Público informou que a fiança foi considerada desnecessária diante das circunstâncias do caso e das medidas aplicadas. O órgão também afirmou que a vítima declarou não ter interesse em uma restrição que impedisse o ex de se aproximar ou manter contato com ela.
Segundo o MP, naquele momento não foram identificados elementos concretos que justificassem a imposição dessa medida.
Como funciona o sinal de socorro
O gesto é feito de maneira silenciosa para que a vítima consiga pedir ajuda sem chamar a atenção do agressor. Para realizá-lo, a pessoa mantém a palma da mão voltada para fora, dobra o polegar para dentro e fecha os outros quatro dedos sobre ele.
O sinal indica, de forma discreta, que a pessoa está em perigo e precisa de ajuda.
