O Ibovespa acumulou a sexta queda consecutiva nesta quarta-feira (29), recuando 2,05%, aos 184.750,42 pontos — a maior baixa desde março. O movimento refletiu um dia de cautela generalizada, já antecipada por investidores diante de eventos relevantes no cenário global.
O dólar comercial avançou 0,40%, a R$ 5,001, enquanto os juros futuros subiram em toda a curva, acompanhando o aumento da aversão ao risco.
A tensão geopolítica ganhou força após os Estados Unidos rejeitarem proposta do Irã envolvendo o Estreito de Ormuz. O petróleo disparou e se aproximou dos US$ 120, enquanto o ouro recuou.
Nos EUA, o Federal Reserve manteve os juros, como esperado, mas com quatro votos divergentes — o maior nível desde 1992. Em sua última decisão no comando da instituição, Jerome Powell evitou sinalizações mais firmes, deixando o cenário em aberto para seu sucessor.
Ações
A queda do Ibovespa foi liderada pela Vale (VALE3), que caiu 5,87% após o balanço. Bancos também pressionaram: Santander (SANB11) recuou 2,65%, Bradesco (BBDC4) caiu 2,35%, Itaú (ITUB4) perdeu 2,79% e Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 3,68%.
Na contramão, Petrobras (PETR4) subiu 3,03%, beneficiada pela alta do petróleo.
Mercado externo
Em Wall Street, os índices fecharam próximos da estabilidade:
- Dow Jones: -0,57%, aos 48.861,68 pontos
- S&P 500: -0,04%, aos 7.136,11 pontos
- Nasdaq: +0,04%, aos 24.673,24 pontos